sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Dois mil e DEZembro.

ano findando.
sorvete afundando
na casquinha de Piri.
O que aconteceu aqui?
Político-ladrão preso.
Andar de colete no Rio virou moda.
Alagamento, desabamento,
desmatamento.
Sofrimento.
1ª presidenta.
Estrondos de bazucas.
Pés descalços, crianças com fome.
É fato, é fato.
Eu sei, eu sei.
Dois mil e dezemprego?
Dois mil e dezespero?
Dois mil e dez anos.
Quem não sabe?
Quem não viu?
Brasileiro não desiste nunca
Mas, perdeu a futebolística gloriosa.
Cofres públicos cheios.
Cheios de míseros honestos. São poucos.
Que gritem os bons e defenda a riqueza nossa!
6 bilhões para o show da virada improvisado?
E meu filho doente no hospital, precisando de  remédio
médico e passando mal?!
Cadê a isonomia?
São um bando de *#!
Dinheiro entra e sai.
E a Saúde está doente.
A Segurança foi assaltada.
A Educação não sabe escrever  seu próprio nome!
É de pensar e refletir.
Mas quanto mais se faz isso, mas indignação cresce
e afloreçe em meio às mentes da favela,
que pra morrer nem caixão se tem, só uma maço de vela.
E pra piorar, com armas de fogo tentam cessar a Violência.
Eles estão é alimentando a sangue-suga com sangue inocente.
Bala perdida, noite mal dormida, guerra semanal e agonia.
Quem pode pagar o sapo?
Quanto custa um?
Mas é o Estado que manda,
é a mídia que manipula.
É minha mãe que reclama
da letra pequena na bula.
Sorte que, pelo menos isso, Anvisa fez a obrigação de mudar.
Hoje é 31 de dezembro.
E no 31 do doze do ano depois de amanhã, o que virá?

domingo, 26 de dezembro de 2010

Poema Molhado.

                                               Á
                                                             Gua.
                                                          Da gota.
                                                        Do Pingo.
                                                    A chuva lameia,
                                                   A chuva faz lama.
                                                A gota no mar pranteia,
                                                O pingo na fonte canta.
                                              a gota teve gotículas que
                                               se juntaram aos pingos
                                            que se pingaram  de amor
                                            aos risos que enferrujaram
                                      os sinos vivos que não paravam
                                     de tocar às dez horas que fizeram
                                    acordar as senhoras que
                                  fizeram gotas de murmúrio
                                em torneiras, que pingaram
                                        lamúrias  nas olheiras.

                                                    água.
                                        Lá

                                                 grima.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Amizade Divina. Eu tenho.

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Do que adianta levantarem discussões sobre sua existência?
E aqueles que nele não acreditam?
Como podem ser tão cegos e defenderem a tese de que de uma explosão
surgiu a perfeição que o mundo, a natureza e o ser humano é?
Palavra tão comum na boca de qualquer um.
Falam tanto dele, mas não o conhecem.
Triste é saber que por falta de fé não são alcançados por este Amor!
Ele é Amor!


Muitos o vêem como um deus que castiga todo mundo, caso não cumpram suas leis.

Alguns o vêem como uma energia somente.
Pena destes fracos.
Outros o vêem como um ser superior e só.
Mas, se acham tão superiores ao seu próximo que se perdem em si mesmos buscando sempre estar em alto patamar.
Muitos acreditam nele, acreditam no poder dele.
"Mas, e daí? Ele lá e eu aqui. Quando eu precisar, eu chamo!"

Pena não o conhecerem de verdade.


E tive o privilégio de o conhecer.
Na verdade, depois que me interessei em conhecê-lo acabei por
me conhecer melhor. Ele, por fim, me mostrou quem eu era de verdade.

E o que seria de mim sem a presença dEle na minha vida?
Do que valeria sonhar, labutar, tentar, investir, se esforçar pela e para a vida?

E as minhas simplórias palavras são míseras para tentar
descrever a grandeza de quem Ele é e o que Ele faz por mim.
São tantas experiências!!
A maioria inexplicáveis.

É Ele que me guarda,
É Ele que me sustenta em meio a tempestades,
É Ele que me motiva a lutar por aquilo que é impossível aos meus olhos,
É Ele que me alegra em momentos de lágrimas, me chamando pelo meu nome e dizendo que me ama.
E toda sua grandeza e as obras de Suas mãos refletem sua majestade.

Nossas vidas só fazem sentido quando Ele está dentro delas,
quando Ele tem espaço para direcioná-la.
Quando o convidamos para que Ele habite em nosso interior!

Religiosidade só nos afasta dele.
Deus não é católico, evangélico ou judeu. Ele é amor.
Pai de todos nós.
Ele é a própria vida!

E como é maravilhoso saber que a morte só nos levará de volta pra casa!
Pra perto, mais perto dEle.
E como é bom viver aqui em Sua companhia!

Deus,
como é bom amar-te e ser amada por Ti.


Sou grata!

Meu MPBonito

Todo dia, novo dia, é uma coisa nova
melodia, nostalgia, é choro na cova
o que será que o amanhã reservou, pára o tempo
se você conseguir conter o vento
e decifrar este meu lamento
que foje de mim
.
É quase noite, quase janta
e você comigo,  a lua branca prateada
ilumina o amigo da onça,
quem quiser ver é só imaginar...
.

O impossível quis chover ontem hoje de noite cedinho
e o mais incrível é que eu viajei pelo som  da amarela, girassol enfeita a janela.
E o mais incrível é saber que o sabiá sabia que e não sabia assobiar
quis tirar onda cantando Toquinho, é de se orgulhar
que é ave pequena de alma infinita a me tocar...
o tempo parou o vento ao congelar...

Poeta é ser canção?

*Guilherme e eu.
Outrora estou na proa, sem vela e remo...
O barco é meu e os outros o tem, que nem o trem de Águas Claras
tão sujas de prédios que matam nascentes, sufoncando aquilo que deveria
ser vivo para vida viver.
Se eu pudesse, se eu pudesse
ser poeta e não canção, não deixaria o silêncio dominar a náusea que o grito de inocentes produz
em uma caixa vácua.
Faria cores, mostraria brilho,
intrumentalização total da palavra em cadência,
inocência.


Sou canção e não poeta,
limito-me a sete ondas, as do mar de barco à vela.
Limito-me a alguns sustenidos que acidentam a decorrência : a melodia se quebra
e o ritmo se exalta em mim, em momentos de dor.
Sou canção, uma mensagem, um contexto, um palavrão,
um bilhete.
Seu Poeta é que me faz, me faz
ser poesia em Poesília, expressar a arte de ser som na boca dos pobres,
ricos e aflitos.
Sou canção,
sua voz.

Sentiu?

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Parada de ônibus.

Perto do fim de se findar o início do mês, do ano.
E paro.
Paro para reler as cartas do meu pote de azeitona.
Paro para rever as fotos de infância, épocas irretornáveis que hoje são inerentes as portas do meu guarda-roupa.
Paro para olhar para o tempo e ver que ele não se importa,
não espera por ninguém,
tem linhas tortas
e  seu fim vai mais além
daquilo que eu chamo de vida, daquilo que eu chamo de experiência.

E paro para olhar para as minhas escolhas, para os meus objetos e objetivos,
para aquilo que não conquistei e ficou no papel, meus adjetivos,
para meus instrumentos em cima da cama, seu trono.
Paro para reparar na briga dos outros e ver quão inútil é se importar
com coisas fúteis que só levam a perca de tempo, de paz.
Paro para tocar.
Colcheia.
Paro para notar que quem diz que me ama
tem uma visão tênue a respeito da minha graça artística. Entristeço-me. Paro.
Paro para escutar a chuva que cai no telhado do vizinho. Ela é igual a que cai aqui.
Paro para aconselhar, dizer o que penso, beijar a bochecha de quem me traz alegria
e é aí que me vejo, que me conheço, que me quero.
Paro para pensar nas minhas amizades, a maioria masculinas.
Paro para pensar nas minhas crianças, são flautas doces aos meus ouvidos.
Paro para pensar na minha mãe, a mulher da minha vida!
E paro para pensar em trocentos bilhões de coisas,
e quando vejo já pensei tanto
que meu cérebro já pensa por si só, me deixando iquieta, extressada e ansiosa.

E paro.
2 segundos.
Penso no que amo.
Paro.
Parábola.
2 segundos.
Não estudei, não estudei.
Parei.
Precisei de descanso,
fiz pouco descaso
da minha mente, do meu corpo,
me desgastei e num sopro
me fiz chorar de nervosismo,
agulhei palavras de egoísmo e
surtei, caí no sono.
E ainda assim, amanhecendo em meio a noite
não consegui ficar em paz.
Porque o que eu precisava era parar.
Parar.

Pare.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

No meu quintal.

As emoções advindas em Dezembro são emoções brancas com pingos de cores quentes e frias.As neutras ficaram de fora, neste clima de luzes e sinos.

Frio na barriga, piano a minha espera!
Quarteto de professores pianíssimos a me esperar pianamente!
Quase dei um treco!
Cifras a meu favor, partituras a condenar o que eu não sabia.
E muita tensão.

Será que passei nessa?
Ahh! Não sei. Acho que não foi dessa vez.



12h11, L2 sul e vento, frio na barriga, aguento?
Erro endereçal. 2 superquadras ao verde, andando na rede,
nervosismo foi distraído pelo perfume das árvores velhas atraentes.

Cheguei no cubículo, maior que um ovo.
Lágrimas me receberam, depois foi o riso e o abraço.
Aconchego de tia Carmem. Querida!

Depois, o sonho na mesa,
a manga no prato, sorrisos de Elisa,
o melhor no contrato.
Não acreditei naquilo que eu ouvia!
Vi a mão divina mover aquilo que não era acessível às minhas mãos.

Pensei que eu ía chorar de alegria, mas as lágrimas não quiseram nascer desta vez, só
sabia mesmo era refletir no que tinha acabado de acontecer, e por fim, só agradeci a Deus.


Sentimentos de Dezembro. Mais doce que os de Novembro.
Novembro foi chuvoso, frio e nevoso em meu telhado. Quase parei de morrer.
Mas, por fim, o sol se fez aberto ao meu temporal.
Emoções advindas no quintal
da minha rua estreita, do meu coração de menina.
E como diz o livro que tem vida:

"O choro pode durar uma noite,
mas a alegria vem pela manhã!" Salmos 30:5

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Não sei.

Todo mês

Olho o sangue que escorre

Entre minhas pernas

E cai em mim todo peso

Um fardo que carregamos

Nas costas e no útero

Ser mulher.

Vida feita de sacrifícios.

Árduo.

Não me olhe como mero objeto

Não me toque como objeto

Não viva como um,

Mulher, não se faça um.

E, agora que possuímos

Uma [falsa?] liberdade

O que fazemos com ela?

O que você faz com ela?

O que eu faço com ela?

Por Tita, em Poema sujo.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Depois de guerrilhas ao vento.

Voltei à minha paz motora e raciocínica, porém ainda há mil conflitos na cabeça.
Questionamentos a respeito de tudo, a respeito do mundo, das pessoas e das boas intenções e sentimentos,
coração, perturbações e sofrimentos.
O que tange a mim são frequências invisíveis quanto a futuridade, aos próximos segundos dos terceiros.
Mas, se for pra viver respirando desse jeito é melhor que eu durma, assim ficarei menos densa.

O que me preocupa é o relógio, é o amor, os livros, o calendário, o meu próximo,
a tigela, a virtude, a integridade da metade,
o mar e sua sonoridade, o cabelo, a vitalidade,
o suprimento, o quente no frio,
a serpente no rio e tudo quanto vem me circundar.
Porém, quando olho só para mim,
respirando calmamente,
ouvindo o meu coração entrar na cadência da vida,
sentindo o vácuo do vento vazio, cheio de partículas,
inchar meus alvéolos,
sinto, vejo, cheiro, toco e ouço o Tempo.
E é pensando nele que volto a me aquietar.
Na verdade, pensando nele e no Seu Dono.
Porque a princípio, há tempo para tudo debaixo dos céus
e tudo está no controle Dele.
É melhor eu viver o Hoje,
sem remoer latentemente meu passado e sem querer devorar de vez meu futuro.

Voltei à minha paz.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Filosofa o imortal pra mim, por favor.

Imortal. Nunca à morte. Infinito então?
Deve ser sendo isso só sido!
Mas há algo de imortal aqui?
Há indícios evidentes que permeiam tal existência?
Se não há, por que criaram tal adjetivo?
Serve para qualificar a quem ou a quê, por favor?
Não vejo sua função.
Aqui, tudo o que tem vida é mortal.
Portanto, não foi necessária a criação de mais uma palavra para o léxico dicionárico.
Foi?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

.

Faça diferente hoje.
Faça do hoje a diferença.
Faça o hoje diferente.
Olhe para o céu, respire fundo e sinta a vida pulsar dentro de si!
Se olhe no espelho e diga que se ama, que se gosta, dê um sorriso a você!
Abrace sua mãe, diga que a ama. Diga que ela está linda.
Converse 15 minutos com Deus hoje, conte pra Ele como tem sido sua vida, quais são seus sonhos.
Faça o bem hoje para aquele no qual você julga não necessitar.
Escreva uma carta de amor para alguém que você ame. Não tarde a expressar seus sentimentos.
Ligue para um amigo distante, ofereça  sua atenção e afetividade.
Regue algumas plantinhas hoje.
Plante boas sementes agora, para amanhã você se deliciar de bons frutos.
Escute aquela música que a muito tempo você não ouvi.
Agradeça pelas simples coisas. Vale a pena!

Vale a pena ser feliz! Se fazer feliz!
Fazer o  seu próximo feliz!
Isso é que é viver!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Indefinido !

Tentei definir a Vida em uma única palavra:






Impossível.
É impossível defini-la.
A complexidade da gama de coisas que a compõe, que a circunda, que a caracteriza, que a domina ou que é dominado por ela não me deixam pensar duas vezes, ao querer limitá-la a um significado só.
Nos colocaram aqui, em meio ao bom e ao ruim, em meio a verdades inabsolutas, ao pé de guerra diário, na sorte ou no azar.
O que acontece  na vida,
por ela, com ela e para ela, nos leva ao mesmo destino: SEM ela.
É simples, pois como dizem: " Basta estar vivo para  morrer".
É preciso explicar algo mais?
Não obstante sei que é preciso.
Colocaram em nós, no âmago da alma, a insaciável necessidade pelo eterno, porque afinal de contas fomos criados para sermos eternos.
Mediante isto, pode-se compreender o porquê de não aceitarmos a Morte.
Ela, a princípio, não era para ser algo dito como natural, mas acaba sendo.
Sei que não posso demarcar  a Vida com uma palavra, mas sou capaz de fazer o mesmo com 3 delas sobre a Morte: INÍCIO DE VIDA.
Porque se algo morre outra coisa em seu lugar passa a existir, quer seja bom ou ruim,
quer seja na mente ou coração, pela fé ou pela razão, no físico ou espiritual, no intelectual ou na atomística, seja onde for, no que for, para o que for. Se morreu, algo novo passou a existir.
Contudo, em tudo, lamento por não definir a vida. E para mim nada adianta poder indicar uma palavra que se encaixe a morte, porque posso até defini-la, mas jamais dominá-la.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Improviso à Joaley.

Nem o sol, nem as estrelas mas

a Lua.

Por que me marca tanto, sendo tu tão longínqua de mim?
Por que me prendo a ti como se fosse melhor amiga?
Por que me pego sonhando tocando junto a você?
Tento mensurar sua influência em minha capacidade astral.
Não sei quanto, me perco nos cálculos.
É estranho de se viver isso, mas é gostoso.
Sei quando tudo começou, lembro de tudo, 
das poucas palavras, dos poucos olhares...

Vai saber o porquê. Vai saber do que, mas me fizeste bem.
E ainda me faz.
Me inspiras, ser de alma desconhecida ao meu espírito!
Me inspiras por dentro pra fazer o bem a mim mesma, por fora.
Um dia inteiro em seu palácio me fez a garota mais feliz do eterno!
Pode parecer loucura pra mim, pra ti, pra qualquer um... Nem ligo. Que pareça.
E se for, já é.
É como se meus medos e complexos,
minhas agonias e temores infantis fossem
revelados à luz da tua luz, do teu jeito Lua de ser.
Revelados e desfeitos, mostrando a mim que não vale a pena tê-los,
criá-los, alimentá-los por dentro.
Obrigada. 
Agradeço a Deus pela sua vida, pelos pouquíssimos contatos de epifanias e melodias
naquele dia de chuva e sol.
Você não tem noção da mudança que provocaste em mim, é lindo, é bom!
LibéLua. 
Te gosto.
Abraços e pifes pro seu corázion.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

De Palavras.

Não consigo entender como as palavras escapam de mim,
fluem do meu ventre e voam afora
como as borboletas do meu estômago,
causadoras de frio na barriga .
Na tpm, na alegria em níveis de estranheza,
em momentos de choro, na nudez da tristeza,
em revoltas e reviravoltas de sentimentos diversos,
de versos,
é incrível!
É maior que eu, não posso conter esse pulsar.
Seja onde eu esteja, no ônibus, na fila,
no metrô, na rua, em casa, no quarto, no vento,
em meio a árvores e asfaltamentos,
diante de um piano ou de um sorriso,
de uma criança ou de um serviço,
do cheiro de UnB da Ceilândia,
na aula de Bioquímica, no Nikolândia.
Sem perdão, sem pedir licença
sem educação ou pouca descência
a batuta chama minha mão direita
pra reger essa orquestra;
batuta que eu invento: caneta, lápis, papel ao vento.

Orquestra não de instrumentos,
não de cordas ou metais,
nem de madeira ou percussão,
mas de voga-consonantais.
Muitas delas!São muitas!
Grandes,pequenas, raquíticas e gordas,
palavrões enormes, sentiu?
Tenho ensaiado tanto essa orquestra,
só não consegui reger o Aurélio
nem a Wikipédia,
me jogaram no Google, mas me escondi
no Orkut.
Prefiro ser maestrina não conhecida,
de muita fama entre as formigas.
Porque rejo o que poucos conhecem na vera,
rejo o que poucos sabem usar na hora certa ,
rejo o que sai de mim, do livro, do poema, do blog,
do cinema, da Bíblia, do folheto, da música de vírgulas e exclamações.
Prazer, Maestrina de Palavras.
Não por orgulho, mas pra que você fique sabendo
que mesmo eu não te vendo
serei sua pequena expressão, em dia de emoção.
Onde o agricultor o terreno lavra,
onde rejo  Orquestra de Palavras!

Bolhas de sabão de Vanguart.

Se eu conseguisse converter tudo o que eu sinto da música, da mente
dos sonhos, do vento, das paixões, das mpb's e discos,
dos pifes e flautins,
dos sonhos e pudins,
das sanfonas e triângulos,
do meu sofrimento retângulo,
do que já fui, do que sou e serei.
Se eu conseguisse te mostrar o que eu sou por dentro sem raio-x,
sem palavras longas, sem medos e demais delongas,
te mostrar a arte que compõe meus neurônios verdes e azuis,
como os olhos da Lua, como o teto da rua!
Se eu pudesse te vender meus sorrisos e partituras por seus valores reais, 
ficaria tão rica que seria alérgica a cédulas e níqueis.

Já viu?
Já viu?
Eu não.
Nunca vi poeta ser canção,
mas já vi canção virar poeta.
Tenta só! Só uma vez, nesta aquarela de shows
de artistas brasinternacionais.
Tem som, cor e luz de todo tipo.
Rock pra doidos, nerds e desencantados.
Tem mpb pra Mallu das Magalhães,
pra Nando de tantos Reis, pra Elis de todas Reginas que existem,
pra Nara domadora de Leões.
E não acaba essa blindagem.
Sem falar na falta de coragem 
que pleiteia os atos administrativos
de todos os órgãos do Ministério Público do Seu Pão.
A isonomia que se tem da livraria que expõe
a população mais carente, onde se tem mais gente,
deixa a desejar por se vender na promoção.
Qual é o preço dessa flor?
Se eu não consigo descrever tantas das emoções
que correm pelo meu corpo, que são  bombeadas pelo órgão vermelho de sangue
e chega que nem água do mar nas janelas da minha alma?

Interroguei-me.
Me restaram interrogações.
*Pontuei minha vida.
Ponto.
Ganhei!












*Versos retirados de" Terra de Sapos" por Laryssa Guilardi.

Tolerância não se aguenta!

Só se ouve murmúrios.
Reconhecimento pelo já feito, gratidão pelo considerado
se camufla em falações de outrora menos intensas, como agora.
Só produz angústia na alma,
tolerância não se aguenta de tanto aguentar.
O que é bom dura tão pouco de se durar.
E já me preparo pra que o feliz se simplifique ao exíguo
porque acho que é melhor assim, do que me iludir ao que deveria ser de
longa vida.
É desgastante só ouvir murmurações,
não ser aluna de Camões,
sentir o amargo de limões.
E por fim, meu sol se põe antes da hora,
o mágico tira a ilusão da cartola
e quem se conhece se escandaliza
e quem anoitece, padece em giriza.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Era de se esperar que o trem saísse da linha,
que depois deste remendo se quebrasse a rima.

Quem disse que cantor é poeta?
Quem disse que o mistério se viola?
Quem  disse que o segundo é beta?
Que o mágico domina a cartola?

Cura da lou-cura mensal

Não prefiro um perfume adocicado, mas no momento desejo tê-lo em mim.

As vontades e desejos neste período estouram que nem milho de pipoca em panela de pressão.
São vontades pelo simples, pelo feliz, pelo agradável, pelo infantil.
O ruim é que seu eu não realizar essa vontade, por mais boba que seja, eu me culpo depois.
O ruim  mesmo é que não é toda hora  que consigo controlar esse calor que faz os milhos estourarem.
Não consigo porque quando menos espero essa temperatura desce se tornando em frio absurdo,
fazendo as pipocas murcharem e depois, tão logo, aquece as murchas me fazendo sofrer essa dualidade.
Meninas e mulheres podem entender esse fenômeno, até meu namorado entende. (Será? rs)
Ti-pi-eme ou Tê-pê-ême mesmo!

Mais que droga de agonia!
Qualquer pitada de sal me faz chorar,
qualquer colherada de açúcar e corante me faz ficar feliz nas alturas!
Extremidades opostas tão paradoxas, não?
Garanto que essa última oração não foi nada redundante, ok?

Chocolate pode ser o remédio.
Sim, chocolate na pipoca!
Maravilha!
Chocolate pra freiar essas emoções!
Para perdoar minhas feições.
Pra desfazer os tendões
dessa frescura, sem cura, sem dó, mistura!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Uma vontade de estar com quem quero conhecer, num lugar onde as fitas de Mariazia estejam penduradas em todas as árvores, e pelo vento seus fôlegos de amor ao pescadora ouvir. Urucum, panos coloridos dourados oferecidos pelo reinado da aquarela.
Meu ser tateia, papeia com o vento através do meu corpo sagrado, o mover-me. O vento não culpa, o corpo age, o que eu disser nunca será usado contra ninguém. Dançar é a ação e reação do bem. Onde eu sou feliz, sou bela.
 
 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não sei se sou,
se eu era,
não sei se quero, se desprezo
se fujo ou me entrego, 
se estou feliz, 
se desintrego
o que era para ser para sempre eterno,
Não sei se fumaça é ilusão,
se meus muros cairão,
se é pedra ou  se é pão.
Só sei que nada sei, mas saber disto não me faz saber se saberei assobiar um dia,
se pularei de alegria,
se conterei minha agonia de ter várias interrogações
entre multidões de emoções.
Poeta é ser canção ?
Será o silêncio aliado das tiranias?
É pra se pensar em pensar.
Se eu respiro sem saber até que ponto, 
se eu me encaixo em suas lágrimas de pranto, 
só o Tempo dirá e fará.
Eu preciso continuar e não errar.
Não errar.

Glória da Colcheia!

Já experimentei outros,
já beijei muitos,
me casei com o clarinete, mas quero divórcio.
Já namorei violões,
Passei dias com o pife,
já tentei conquistar o berimbau,
me apaixonei pela flauta-prateada que transversou meus sentimentos,
já me deixei levar pelas baquetas
tive momentos de infância-feliz com a escaleta.

E o que poderei dizer?
O que eu poderia fazer se este outro, com sua grandeza, domina meus sentidos?
Suas  três válvulas coronárias  fazem pulsar em mim
um desespero apaixonante por querer ter ele em mim, por completo.
Sei que ele não permitiria tal coisa...
Por mais que eu o tenha tatuado em minhas costas não é o suficiente,
por mais que meus dedos se tornem mãos fortes ao tocá-lo,
ele ainda não se tem em si para mim.

Ainda o conquistarei com meu amor!
Seremos um só.
Farei ele feliz ao dar som a ele. O meu som!
Só preciso de uma chance em meio a tantos compassos binários,
em meio a tantas semifusas e batutas.

Sua beleza atrai a muitos, mas não mais do que a mim.
Por poucos segundos_ na casa do presidentíssimo Lula, agora da Dona Dilma_ estive diante dele.
Sua calda envernizada, suas teclas pesadas e amareladas me
deixaram mais angustiada por saber
que ele fica morto durante dias lá.
Ninguém, nem o funcionário-músico que trabalha lá, dá o prazer
para ele de produzir ondas sonoras.
Eu não aguento!!

Preciso de um.
De calda, de armário ou ainda eletrônico!
Preciso!
Porque de todos, porque de muitos,
porque de milhares de instrumentos que possam existir
ele é o maior!


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A baterista que mais toca meu coração!

Baquetas, ensaios, risadas, pizzaria, amizade.
Hillsong, ensaios e ensaios, tentativas.
Orações, a presença de Deus, a alegria dEle em nós.
Nossas semelhanças, all star, Barlowgirls,Thatá e Thatá, tudo a mesma coisa.
Tão parecida comigo, tão Thalytíssima essa Thayná, tão Thayná essa Thalytíssima!


Teclas pretas e brancas,chimbal, bumbo e nosso prazer em tocar juntas,
num só compasso, numa só unção, num só propósito.

Eu te amo você, Thayná Cavalcante!

domingo, 24 de outubro de 2010

Quer tudo de nada.
Quer a metade do inteiro.
Quer banda do pão da banda.
Quer árvores e ovos de gema branca com clara amarela.
Quer Fly da Leaf.
Quer abraços de 15 minutos
e cordas de violão.
Sequer, de tanto se querer,
do pouco que conhece de si mesma,
não se importa em se ter por completo...

Querer e poder,
não querer e poder.
Ou ainda, querer e não poder...
Isso prova que querer não é poder.
Será?
Ela acabou aprendendo a aprender
que as coisas coisam paulatinamente,
que o que ela quer querido será simultaneamente
concretizado.
Ela desaprendeu a dispensar o pensamento errado,
erradicou o sentimento-monstro sufocado
e viveu vivido, feliz, sonhado.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Haroshi

Super interessante essa obra de Haroshi.
Criatividade maior ainda, pelo fato de ele ter usado
shapes de skates quebrados. *___*
Super sustentável!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Não quero mais me ter.
Não quero mais me suportar.

Nem me sentir...
Estou perdida dentro de mim,
no fundo.

Ninguém vê.
Sou confusa demais pra mim mesma...
Quem sabe, isso não mude...
Quem sabe não.
E se acabará em silêncio..

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pá das lavras, algumas na mesa.

Joguei as palavras na mesa, como se jogam bilocas no chão...
E o que vi?

Vi você, vi eu, vi todo mundo.
Vi a palavra mais falante se dizer pelas outras palavras,
vi a palavra mais silenciosa calar as outras num gesto só.
Vi só algumas, foram poucas...
Mas, foram suficientes pra me ressaltar que a aparência não é nada,
que o finjir ainda existe, que o errar é comum de todos, com todos, num todo, por nada.
As palavras na mesa me mostraram que não adianta somente dize-las, mas vivê-las pra que todo esforço valha a pena.
Pra que o errar enfrequeça dentro e fora de mim, de nós.
As palavras da mesa também me revelaram algo que eu já sabia, isto é, não me revelaram nada, mas
foi o suficiente pra que dentro de mim eu não dissesse mais nada.
Porque em meio a tantas palavras, às vezes nenhuma é melhor que poucas. É melhor se calar, não dizer nada.
Porque as poucas podem ser de murmúrio, e se são assim
é melhor que não existam.
 As poucas podem revelar os desejos do inconsciente, talvez isso não seja interessante.

Palavras são para poucos, são para aqueles que sabem usá-las.
Palavras estão na boca de todo mundo, soltas, presas ou prontas para serem ditas.
Não obstante prefiro controlá-las, o que pode ser difícil para muitos e ás vezes para mim...

Juntei as palavras da mesa, por fim.
E o que me restou foi meu silêncio, pois o que precisava
ser dito, as palavras já o tinham feito.

sábado, 25 de setembro de 2010

Ci,ci! Ci de garras.

Ânsia por florestas, de florestas, ânsia  de ouvir o barulho de folhas secas sendo pisadas.
Que vontade de descobrir o já descoberto, de sentir o odor das árvores, de ver o pôr-do-sol... Vontade de sair dessa rotina de carros, de correria, de computadores, de celulares, de stress em alta agonia.
O mais inesperável é que sem eu esperar vivi alguns minutos dessa paz de calmidão, do verde das folhas me protegendo do amarelo-fogo do sol. 
E pra completar minha alegria, num milésimo de segundo, eu escuto as árvores chacoalharem de tantas cócegas, de uma vez só.
Eu tinha esquecido da existência delas... Fazia muito tempo que eu não as ouvia, as estupendas cigarras.
 
Eu dei dois passos e por trás de mim começaram a cantar do que jeito que só elas sabem me encantar. Queria ter visto elas de perto, mas sempre se escondem dos olhos vivos.
Cigarras sem maestro, independentes e afinadas!
Dá até uma inveja musical!
Seria legal se eu pudesse cantar junto a elas, como elas.

Um pato, um lago, o vento e o relógio. É, são dez pra sete e minha aula vai começar.
Pelo menos volto pra rotina mais tranquila, mais cigarra.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Hoje eu acordei meio vazia de mim,
eu queria ter me deixado em algum canto por aí.
Eu queria ter se livrado de mim, só por um instante.
Esse sofrimento de invernia é fruto da raiva que eu tenho quando faço algo que não deveria ser feito.
Hoje eu nem tive energia moral suficiente pra conversar com meu Pai, só troquei poucas palavras.
Me sinto sem mim agora...
Só me calei. Não quis conversar comigo hoje, quem sabe amanhã eu me perdoe.

sábado, 18 de setembro de 2010

Ciclo defunto de vida.

Cadê a vida? A pulsação?
Folhas secas, rostos molhados...
Céu em luto e minutos mortos.
Morrindo?
É, por quê não?
Morreu rindo, feliz.
Feliz porque ia viver...
Ia viver de tanto morrer!

Fez o que fez, amou que amou, quem o amou e quem o odiou.
Se doou, ajudou, pecou, transgrediu, teve suas felicidades.
E o que lhe resta agora é um buraco escuro, um pouco mais perto do lençol freático, mais pertos de góticos e couveiros.
Vai estar agora confortável, coberto de perfumes florais. Também vai usar eternamente uma roupa na qual  nunca pensou em comprar pra si. Vai viver só. Quer dizer, não tão só... terá vizinhos nas mesmas condições que ele.

As únicas coisas que poderá sentir serão as lágrimas que cairão no seu teto e as pisadas que farão tremer sua nova residência.
Com o tempo, ele se sentirá mais magro, o nada levará para o nada seus restos mortais de terrível odor. E o que lhe restará disso serão duras partes brancas acinzentadas que lhe sustentaram quando vivia.
Mas, o mais interessante é que ele continuará vivendo.
Seu sangue continuará correndo pelo corpo de seus frutos, herdeiros de seus traços que um dia viverão a morte que seu pai viveu. Não digo que começarão a viver a morte do mesmo jeito que foi tirada a vida de seu pai, mas de um jeito ou de outro retornarão ao pó.
E o clico morto continuará vivo de tão fundo, de tão defunto que só ele é.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

... só sei que é confuso demais pra mim. Uma hora sou inverno, e depois eu sou verão. E quando identifico cada estação em mim, não me amo por completo, me detesto.
Falta-me mais fôlego.
Eu afoguei o mar dentro de mim. Quase morri de tanta salinidade!
E procuro fujir da realidade, perco tempo e nada muda.
Bebo água doce pra baixar minha pressão, já que ela está a mil... e como se não bastasse, tento fujir de mim mesma, do que sou, pois meu maior inimigo sou eu mesma.
Eu me traio, me ofendo, me machuco e me desfaço.


O que me restam são palavras vazias, nem adianta murmurar...

O arrependimento vem tão forte,
tão fino, tão agudo
que chega a desafinar minhas pregas vocais.
E se ele chegasse a me deixar sem voz,
diria que eu mereceria.

O que me sobram são vazias palavras, nem adianta eu me queixar...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fá Sustenido menor. F#m

Fujam de mim, fantasmas incoerentes de vozes sóbrias, que se disfarçam entre minhas agonias!
Que cale-se dentro de mim o meu maior desespero,
pra que um dia eu possa ter meus cabelos brancos e ter meus sessenta anos tranquilos.
       Morreram alguns sonhos meus,
agora o que tenho são folhas secas, como células mortas...
São tantos Móveis Coloniais de Acaju que já me enjoei de tanta castanha, de tanta gente estranha, de tantas idas à Alemanha.
Fure  minha garganta pra deixar sair minha voz,
beije minhas pálpebras pra liberar este meu pranto.
É só por um estante, por colcheias de segundos.
Na asas de um moribundo...

Quero ser árvore da w3 sul,
quero ser o Relógio da Praça de Taguatinga.
Quero ser um pedaço da Ponte JK, morar na Praça dos 3 Poderes
e ser flor do seu jardim, ser alecrim prateado.

Quem sabe ser o Ouro da tabela periódica,
ou uma tecla de piano velho.
Me deixe ser, me liberte de mim mesma...
De mim mesma.
Fá,
de vez em quando, sustenido,
e depois menor.

Daqueles que a gente não vê, mas sente.

Correria de vida, de pensamentos.
Correria! Divida seus bons momentos.
São poucas dívidas e orçamentos,
São boas vindas de nus lamentos.

A força do tempo catalisa seu envelhecimento,
a glória do vento faz cair seus argumentos...

E por mais que você pense saber tudo sobre o nada,
seu orgulho te esfrega na cara que você não sabe nada sobre o tudo.

E quanto mais você se tem,
mais pros outros você se doa...

A gente é que é teimoso,
aquilo que você não quer você faz,
aquilo que você faz, não quer.
Pode não ser assim na maioria das vezes,
mas sempre acontece,
vulgar se repete,
aquela música de letra fútil que você detesta,
acaba se internalizando, fazendo parte da sua trilha sonora...
E muitas vezes, por amor/respeito aos outros, você se emudece,
e com tantas constantes, amadurece.
E se esclarece.
E começa a se chover de tanta sequidão...
Gerando frutos e flores que te darão alegria.
É só questão de tempo, de paciência.

A força do tempo catalisa  seu crescimento,
a glória do vento te faz se sentir mais  vivo. Sepultamento.

O tempo, o vento.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

MUITO FELIZ! \o/
Deus é fiel!

Eu nem acredito!
Nunca pensei que isso pudesse acontecer comigo!
Deus é maravilhoso!!
Eu nem ía participar, sempre tive " medo" dessas competições!
Mas,quando fui ver, tava lá eu me inscrevendo para um concurso de canto, na igreja Adet.
A pricípio eu ía pra assistir minha amiga Prizinha que iria participar.No fim das contas tava eu lá cantando também, kkkk!
Fui sem expectativa nenhuma. Nem pensava em ganhar, porque tinha uma galerinha massa participando, e fora que eu fiquei MUITO nervosa na minha vez, tremi muito, hahaha!
Mas, quero ressaltar que por mais que a gente tente fugir, quando Deus quer te abençoar, nem adianta escapar. Ele faz de tudo e quando você menos espera o prêmio é seu.
E foi o meu caso. Tudo colaborou pra eu participasse, tudo mesmo.
O evento começava às 20h, e fui chegar às 23h.
Daí, até achei ate´que tinha perdido a apresentação da minha amiga.
Quando fui ver, ainda ía começar... e por insistência dela fui lá me inscrever em última hora, sem eu ter me preparado nem nada.
Beleza. Fui, tremi, cantei,  tremi, canteii, fechei meus olhos, tremi mais ainda e Deus me guiouu até o fim da música.  Cantei a música Pai, eu confiarei : http://www.youtube.com/watch?v=MV2cj5nrs6s .

 E foi.
Os jurados se retiraram e eu nemm azul pro que estava acontecendo. Na minhca cabeça eu já tinha quem seriam os vencedores.
A premiação era um violão, 150 e100 reais, para os respectivos 3 primeiros colocados.
Até agora sinto o frio na minha barriga de emoçãao.
Para a glória de Deus eu fui a 1ª colocada!
E a segunda, como ela queria, minha amiga Priscila, companheira de casamentos, de vozes, de emoções como esta.
Obrigada Senhor Deus!
Uhuuul!
Olha meu violãaaao lindoooo!



Beijosmeliguemlogo!


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Perfeição em mim.


Tenho certeza de que o que estou sentindo agora não é dejavú, mas já vivi isso antes.
Muito igual. E lembro que foi em épocas escolares...
O que sinto agora é meio complicado de explicar.
Tem tom de dia ensolarado com cheiro de poeira seca,
tem clima de dia novo, renovador.
Ahh! Mágico em mim se faz o meu sexto sentido.
Dá vontade de voar!!
E as músicas que tocam meus ouvidos me inspiram determinação, ação, emoção, alegria, coisa de menina.
E dois segundos paro pra tocar meu pífano e sinto isso mais forte, mas envolvente.
O que será? Ahh! É uma delícia, chego a tremer...
É como se algo novo estivesse pra vir. Aí, você fica ansioso, esperando, mas o que estar pra vir? Não sei, não sei mesmo. Mas, tenho algo mudanndo, se renovando, nascendo lá fora, ou em mim.

Mas, no fundo eu sei que isso só é fruto da minha amizade com aquele que muitos só procuram quando estão precisando, chamam este de Deus no qual, pra muitos, só é o Deus la´de cima,e só.
Ele é Deus, mas pra mim Ele é muito mais.
Muito mais mesmo. É meu Pai que, mesmo eu estando errada, pára pra me ouvir, pra me entender e ainda me perdoa me ajudando a não errar mais.
E o Seu amor é tão,mas tão grande que chego a ficar constrangida,a ver o quanto eu não mereço isto.
É loucura pra muitos, ainda mais porque eu não o vejo.
Mas, eu POSSO senti-lo todos os dias. Posso ver concretamente seu amor paterno por mim.
O mais incrível é quando estou deseperadamente angustiada, eu chamo por Ele e quando penso que não estou sorrindo de novo, mesmo com um bilhão de problemas!
Estar, andar, viver com Deus é isso. É em meio há tantas opressões estar feliz, sorrindo pras paredes. Já viu isso? Fico surpreendida quando isso acontece.
Tanta coisa pra gente se preocupar, tanta podridão acontecendo, tanta coisa que nos abate, mas de forma que só Ele sabe fazer, Ele vem com seu amor poderoso e te faz sentir seguro, feliz. Isso basta.Estar feliz em meio a tristeza. Feliz!
E só de saber que um dia irei vê-lo, caraca! Mermãao!
Nem sei qual será minha 1ª reação.
Não seiii!
Ahhhhh!

kkkkk!

Pois é, é isso.
Deus é fiel.
Fiel.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sorteio Vintage




1º Sorteio do VOU PRA RUA.
Para participar basta:

- ser seguidora do blog VOU PRA RUA via Google Friend Connect ou via blogger;
- deixar um recado contendo:

Nome:
E-mail:
Cidade/Estado:

O sorteio vai ser feito via Random.org dia 26 de setembro.

Muito fácil.
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concorra a esses 2 lindos colares vintage e
a esse anel regulável de flor em tecido.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

brisa de Brasília, maracujá de sol.


Beijei o vento da Asa Sul, tão sereno, com cheiro de árvores velhas.
Eu disse: Maracujá de sol, pois hoje está tudo bem calmo, traquilo...
Desci a rua do banco central com furos nos dedos, em seis deles.
Eram furos de pife nas mãos que brincavam de Asa branca e Como se dança o baião.
Depois de uns passos, minhas mãos se simpatizaram pela quena. Começei a dar vida a ela quando, de repente, o vento veio tão forte que sufocou o meu sopro e desfaleceu-se o som dela.
Depois, ao chegar na escola, meus dedos correram, se desesperaram, quase deixaram as minhas mãos só pra sentir o aroma das teclas amareladas do piano velho da sala.
Foi emaravilhante!
Fantastic!

Ainda ouvi alguns aplausos atrás de mim, depois de brincar de ser feliz.
Fiquei mais feliz ainda...
pois fui sem saber no que ía dar, e deu colcheias!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Amar-dureceu


Minhas emoções estão deixando de serem verdes. Só sei que já sinto o aroma da amadurecência chegando.
Chego a pensar se esse processo veio um pouco tarde, se veio de forma natural ou se houve um catalisador no meio disto.
Mas, como vou saber? Já que -como diz Roberto Carlos: "São tantas emoções!"
E só eu sei a peculiaridade de cada uma!
Ah! Então, mediante isto,eu mesma posso analisar qual emoção amadureceu primeiro.

Pare pra pensar na suas! ...

Não, não. É melhor não. Nem eu nem você.
É preferível, a favor de meus olhos emotivos, não analisar minunciosamente minhas emoções, experiências... Algumas foram dolorosas, outras deixam saudades.


É melhor pra mim e pra ti que vivamos uma por uma,
lambendo a casca de cada uma, sentindo o adstringente das emoções verdes, depois , na hora certa, sentir o doce das emoções vermelhas, amarelas e da cor que eu você quisermos!
Será gostoso, entende?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Como se não bastasse, desejei desejar a quem quer que seja um Feliz 12 de agosto.
Entãao! Feliz 12 de agosto!!

nada com nada, só o novo.

Hoje eu acordei meio assim, fora de mim.
Dentro de meu sono ainda, adormecida...
Parece que hoje não vai chover pra nós.
Parece que passarinhos vão cantar mais vezes, hoje. O dia está lindo!
Parece que eu me divertirei mais hoje, espero...
Parece, e só parece. Quem garante?
Meu relógio avisa que a metade do dia já se foi.
E amanhã avisará de novo...
de novo...
Se fez o novo, o novo se refez.
E é isso.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Chimbal ( ! )

Teclas ou baquetas?
Caixa, bumbo ou piano?

Ontem, para minha felicidade e para completar minha lista de experiências musicalísticas,virei baterista.
AAAAAAAHH! Foi um delícia!
Foi surpreendente para mim mesma que sei só o basicão, e foi muito divertido.
Toquei acompanhada de um senhor guitarrista coroão. Minha nossa! O cara sabe demais, mermão! Se eu pudesse, teria tirado uma foto! hahaha!
E pra tirar onda ainda,(vê se pode!)toquei numa batera RMV, marfim.
Parecida com essa! *-*




Faltou ter pedal duplo, ( Ahh! Aí é querer demais, né? Thalytinha!)
Pois é, meu povo! Espero ter mais experiências pra postar aquii!
Em breve com meu clarinete! \o

{Meu coração bateu tão forte,
Virei baterista a noite inteira.
E pra melhorar a minha sorte,
toquei com um guitarrista de primeira.}

Beijos e colcheias!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Vai a idade...




Vaidade de mim, só vaidade.
Vaidade pequena,do tamanho da minha quena.
Quem disse que não pode?
Vaidade emitida em sons de cordas de violão,
em pontas de baquetas,
em teclas de escaletas,
em pifes de paixão.
Vai a idade, minha idade.
E quanto mais se vão meus anos, mais instrumentos quero possuir.
Quero uma flauta transversal,
uma sanfona vermelha,
um pandeiro de couro,
um violino também,
um flautim, um trompete.Amém!

Meu clarinete me ensinou a ser assim,
Ser orgulhosa só pra mim mesma, porque humildade é tudo.
Só pra causar invenja em mim de eu mesma. hahaha!
Que nada! Ter orgulho do que faço gera instantaneamente, como miojo de 3 minutos alegria,cócegas na alma, vida às minhas hemácias.
E ainda me faz chegar mais perto do Great criador da música, DEUS!

[Deus como eu te amo! A música é que nem Você, tanta perfeição que nem cabe dentro de uma partitura de 15 páginas. E sua grandeza é tão infinita que minhas simples palavras ou qualquer outro adjetivo supremo pode definir o que Tu és. Graças te dou, meu Deus pela vida! Pela música!]

Mas, pesando bem, será melhor ainda se daqui a alguns anos eu inventar um novo intrumento. O meu intrumento.
De sopro? Percussão? De cordas?
Ah! Isso ainda não sei, mas quem sabe a junção dos três?
Fantástico.
Vaidade.
Vai idade, pra que eu tenha mais vida, mais música, mais colcheias, mais intrumentos. Tenha Deus mais e mais perto de mim.

Nine things nine!


Bem, primeiro quero agradecer a Lary -o sol do meu blog- pelo selinho.
Lindo gesto de carinho que me fez sorrir.

Seguindo as regras, vou dizer abaixo 9 coisas sobre mim:

1. Tenho obsessão por intrumentos musicais.
2. Gosto de pintar minhas unhas de azul e verde.
3. Ando de skate.
4. Sou estudante de inglês.
5. Sou estudante de educação física.
6. Amo reggae, rock e música clássica.
7. Nunca andei de carroça.
8. Meu bisavô era padre.
9. Ter Jesus é a minha maior alegria.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Bateu uma dor na minha memória aqui,dor de saudade.
SAUDADE!
Saudades de tudo, daquele cheiro de cursinho vespertino, saudade das aulas unbelísticas, parecia que nós já eramos calouros.
Saudade daquele lugar, Ceilândia velha, perto de um bar que vivia bêbado e ao lado uma igreja onde tinha pessoas maravilhosas.
E as matanças de aula era pra tocar quena, violão e fazer barulho nas baterias das lojas de música.

Ahh! Sinto saudade daquele clima. Meio tenso pelo vestibular, meio novela mexicana.
Épocas de metrô contínuo, banco do Brasil, pura alegria.

Filipe Jonathan, Sávio e Cairo.
Saudades.

É bom relembrar...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Conceitos de uma inocente.


Medo: é um escuro
Caneta: escrever
Bíblia: respeito
Estomago: é uma coisa de pessoa
Frio: congelador
Escola: estudar
Violão: tocar na mão
Pica-pau: assistir TV
Miojo: comer
Abraço: amigo
Impressora: tirar papel
Noite: tem que dormir
Piolho: bichinhos vão pro cabelo e faz uma festa de piolho
Deus: Salvador do Mundo
Casamento: família
Catarro: é uma coisa nojenta, gosmenta
Parque: brinquedo
Alfabeto: concreto
Felicidade: é um amor
Clarinete: coisa que toca na boca
Céu: é uma noite e um dia
Igreja: louvar ao Senhor Jesus
Sonho: é sonhar com Jesus Cristo, o Salvador do Mundo.

Kezya Jubé, 5 anos.

domingo, 11 de julho de 2010

Brasília, de música school

Concretamente, mais que maciço colcheias e semifusas me cercam e me abraçam agora.

É meu sonho ser daqui, estudar aqui, tocar aqui, ser parte daqui...
Por enquanto que não sou, fico a admirar tudo, a sentir o gosto do vento daqui que parece ser mais doce que uma flauta doce.
A cada canto se tem um instrumento. Na minha sala anterior só tinham 3 pianos, SÓ três. Quase morri ao tocar um de teclas velhas, amareladas e pesadas.
Na sala em que estou agora, posso afirmar que sou uma das mais novas, entretanto o que me impressiona mesmo é ver que a maioria doa alunos tem cabelos de algodão, aposentados, almas de terceira idade lindas-de-alegria. Gosto tanto de estar entre eles, são calmos e serenos e ainda por cima são vaidosos. Vai ver o naipe dos coroa, mermãao! rs Perfume francesíssimo, pisante da nike e por aí vai, rs.
O mais velho da sala é um vovô saxofonista, tão encantador, seu Kaká! *-*

Pois é, pena que isso vai durar tão pouco e estou aproveitando o máximo, como se eu nunca tivesse estudado aquelas teorias antes... Sei um pouco, mas é preciso aperfeiçoar. ^^
E enquanto isso, meu amor pela música a cada dia se renova e renasce mais forte, com mais pulso. Ela é linda, e tenho ciúmes dela.
Falando nisso, amanhã tem sorteio lá! Tomara que eu seja sorteada! >.<
Aí, serei amante de violão! Que Deus me abençoe! \o/

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cuca, mestre

De tanto ouvir minha mãe falar que
detesta cozinhar, as minhas ações na cozinha desde cedo
foram poucas.
Ela falava tanto que não gostava que me limitei a fritar ovos e fazer miojo,somente.
Mas, puxa! É tão chato assim?

E outro detalhe,minha futura sogra cozinha para o senhor presidente. Aí, você já viu, né? Ela vivia me cobrando, dizendo que eu tinha que aprender a cozinhar de verdade. Isso porque eu, de antemão, já preparava psicologicamente meu namorado, dizendo a ele para aproveitar a boa-comida-de-todo-dia em sua casa, porque depois que nos casassemos seria diferente, rsrs.

Mas, por necessidade aqui em casa, estou assumindo o comando da cozinha!
E descobri que AMO cozinhar!
UUOUUUU! Fico feliz demais por tentar fazer essa arte!
Tá certo que não sei fazer coisas maravilhosas como a cozinheira do Lula, mas, puxaa! estou evoluindo aos poucos!rs

E provei pra minha mamis que isso é legal...é tão satisfARTório ver meus pais e minhas irmãs comendo do que eu preparei. =D

Aí, é assim...
Cada manhã se tem um sabor diferente, vou inventando temperos meio-nada-a-ver e por aí vai.
E é uma MAGAvilha! Deixo meu reggae rolar ou fico estudando-ouvindo direito administrativo, técnicas de estudo etc. E me divirto.

Essa foto aí é do meu aniversário de 18 anos, e esse bolo-lasanha quem fez?
A chef da presidência, muleque! Minha sogrinha querida *-*

E você?
Gosta de cozinhar?

aaah! A propósito, alguém aí pode me ensinar a fazer salpicão?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Dor

Um pingo, uma gota.
Escândalo de chuva
que emana do meu pote de sangue.
Desespero angustiante,
agonia de abelhas delirantes ao vento.

Silêncio.
É a única coisa que posso fazer em meio a isso que sinto.
Calar meus olhos,
ouvir pela boca,
chorar pelos ouvidos
e deixar que mais essa vez se passe, se morra.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Auto-explicação, para mim de sol mesmo!


E para mim mesma que escrevo,
no final de meus textos, vejo um ponto de interrogação.
São loucuras minhas.
Como eu disse antes, amantes da arte podem entender o que tento expressar.
Mas, mesmo assim não deixa de ser confuso.
Só sei que amo juntar as palavras que, de fato, estão fora do contexto umas das outras, porém é assim que se manifesta minha idiossincrasia.
Mania de fritar as coisas, mania de flautear meu eu-não-lírico,
mania de dar à luz emoções verdes, toda hora. Mania de ser vidro.

De ser colcheia.

Frite-se

Ovo frito, olho frito,
mandioca frita, sol meio frito,
sabonete frito, abraço frito,
dinheiro frito, fome frita,
Arruda frito,Arruda todo frito!
Rock'n roll cozido, impressora assada,
meus pesames congelados, lasanha congelada.
E o que mais poderia estar assim?
Se nem eu sei o que é melhor pra mim?
Que meu cérebro cozinhe e que sua sopa sirva
para alimentar alguém, porque
estou exausta de correr atrás do trem.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Gosto tanto *-*

Águas de março
(Tom Jobim)



É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol...

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no c éu, é uma ave no chão
É um re gato, é uma fonte, é um pedaço de pão...

É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto
de mato, na luz da manhã...
Na luz da manhã.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dó, ré, mi, fá, sol, Larysse!


Vim aqui hoje fazer uma pequena homenagem
à leitora mais assídua ( ou talvez a única =/) do meu bloguito.
É por causa dela que continuo escrevendo aqui e também é por sua causa que não excluí este blog a um tempo atrás!
A conheço tão pouco, mas a admiro tanto.
Tão linda, me inspira determinação.
Fora que seu blog é todo recheado de coisas tão gostosas de se ler, já é vício pra mim.
E não posso esquecer da ajuda que ela me dá ao escrever seus posts em inglês, tenho aprendido taanto! *_*
Lary, querida!
Bj grande pra ti!
Felicidades pra vc e pro seu love! *_*

E obrigada por ler minhas loucuraas! =D