sexta-feira, 26 de novembro de 2010

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Faça diferente hoje.
Faça do hoje a diferença.
Faça o hoje diferente.
Olhe para o céu, respire fundo e sinta a vida pulsar dentro de si!
Se olhe no espelho e diga que se ama, que se gosta, dê um sorriso a você!
Abrace sua mãe, diga que a ama. Diga que ela está linda.
Converse 15 minutos com Deus hoje, conte pra Ele como tem sido sua vida, quais são seus sonhos.
Faça o bem hoje para aquele no qual você julga não necessitar.
Escreva uma carta de amor para alguém que você ame. Não tarde a expressar seus sentimentos.
Ligue para um amigo distante, ofereça  sua atenção e afetividade.
Regue algumas plantinhas hoje.
Plante boas sementes agora, para amanhã você se deliciar de bons frutos.
Escute aquela música que a muito tempo você não ouvi.
Agradeça pelas simples coisas. Vale a pena!

Vale a pena ser feliz! Se fazer feliz!
Fazer o  seu próximo feliz!
Isso é que é viver!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Indefinido !

Tentei definir a Vida em uma única palavra:






Impossível.
É impossível defini-la.
A complexidade da gama de coisas que a compõe, que a circunda, que a caracteriza, que a domina ou que é dominado por ela não me deixam pensar duas vezes, ao querer limitá-la a um significado só.
Nos colocaram aqui, em meio ao bom e ao ruim, em meio a verdades inabsolutas, ao pé de guerra diário, na sorte ou no azar.
O que acontece  na vida,
por ela, com ela e para ela, nos leva ao mesmo destino: SEM ela.
É simples, pois como dizem: " Basta estar vivo para  morrer".
É preciso explicar algo mais?
Não obstante sei que é preciso.
Colocaram em nós, no âmago da alma, a insaciável necessidade pelo eterno, porque afinal de contas fomos criados para sermos eternos.
Mediante isto, pode-se compreender o porquê de não aceitarmos a Morte.
Ela, a princípio, não era para ser algo dito como natural, mas acaba sendo.
Sei que não posso demarcar  a Vida com uma palavra, mas sou capaz de fazer o mesmo com 3 delas sobre a Morte: INÍCIO DE VIDA.
Porque se algo morre outra coisa em seu lugar passa a existir, quer seja bom ou ruim,
quer seja na mente ou coração, pela fé ou pela razão, no físico ou espiritual, no intelectual ou na atomística, seja onde for, no que for, para o que for. Se morreu, algo novo passou a existir.
Contudo, em tudo, lamento por não definir a vida. E para mim nada adianta poder indicar uma palavra que se encaixe a morte, porque posso até defini-la, mas jamais dominá-la.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Improviso à Joaley.

Nem o sol, nem as estrelas mas

a Lua.

Por que me marca tanto, sendo tu tão longínqua de mim?
Por que me prendo a ti como se fosse melhor amiga?
Por que me pego sonhando tocando junto a você?
Tento mensurar sua influência em minha capacidade astral.
Não sei quanto, me perco nos cálculos.
É estranho de se viver isso, mas é gostoso.
Sei quando tudo começou, lembro de tudo, 
das poucas palavras, dos poucos olhares...

Vai saber o porquê. Vai saber do que, mas me fizeste bem.
E ainda me faz.
Me inspiras, ser de alma desconhecida ao meu espírito!
Me inspiras por dentro pra fazer o bem a mim mesma, por fora.
Um dia inteiro em seu palácio me fez a garota mais feliz do eterno!
Pode parecer loucura pra mim, pra ti, pra qualquer um... Nem ligo. Que pareça.
E se for, já é.
É como se meus medos e complexos,
minhas agonias e temores infantis fossem
revelados à luz da tua luz, do teu jeito Lua de ser.
Revelados e desfeitos, mostrando a mim que não vale a pena tê-los,
criá-los, alimentá-los por dentro.
Obrigada. 
Agradeço a Deus pela sua vida, pelos pouquíssimos contatos de epifanias e melodias
naquele dia de chuva e sol.
Você não tem noção da mudança que provocaste em mim, é lindo, é bom!
LibéLua. 
Te gosto.
Abraços e pifes pro seu corázion.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

De Palavras.

Não consigo entender como as palavras escapam de mim,
fluem do meu ventre e voam afora
como as borboletas do meu estômago,
causadoras de frio na barriga .
Na tpm, na alegria em níveis de estranheza,
em momentos de choro, na nudez da tristeza,
em revoltas e reviravoltas de sentimentos diversos,
de versos,
é incrível!
É maior que eu, não posso conter esse pulsar.
Seja onde eu esteja, no ônibus, na fila,
no metrô, na rua, em casa, no quarto, no vento,
em meio a árvores e asfaltamentos,
diante de um piano ou de um sorriso,
de uma criança ou de um serviço,
do cheiro de UnB da Ceilândia,
na aula de Bioquímica, no Nikolândia.
Sem perdão, sem pedir licença
sem educação ou pouca descência
a batuta chama minha mão direita
pra reger essa orquestra;
batuta que eu invento: caneta, lápis, papel ao vento.

Orquestra não de instrumentos,
não de cordas ou metais,
nem de madeira ou percussão,
mas de voga-consonantais.
Muitas delas!São muitas!
Grandes,pequenas, raquíticas e gordas,
palavrões enormes, sentiu?
Tenho ensaiado tanto essa orquestra,
só não consegui reger o Aurélio
nem a Wikipédia,
me jogaram no Google, mas me escondi
no Orkut.
Prefiro ser maestrina não conhecida,
de muita fama entre as formigas.
Porque rejo o que poucos conhecem na vera,
rejo o que poucos sabem usar na hora certa ,
rejo o que sai de mim, do livro, do poema, do blog,
do cinema, da Bíblia, do folheto, da música de vírgulas e exclamações.
Prazer, Maestrina de Palavras.
Não por orgulho, mas pra que você fique sabendo
que mesmo eu não te vendo
serei sua pequena expressão, em dia de emoção.
Onde o agricultor o terreno lavra,
onde rejo  Orquestra de Palavras!

Bolhas de sabão de Vanguart.

Se eu conseguisse converter tudo o que eu sinto da música, da mente
dos sonhos, do vento, das paixões, das mpb's e discos,
dos pifes e flautins,
dos sonhos e pudins,
das sanfonas e triângulos,
do meu sofrimento retângulo,
do que já fui, do que sou e serei.
Se eu conseguisse te mostrar o que eu sou por dentro sem raio-x,
sem palavras longas, sem medos e demais delongas,
te mostrar a arte que compõe meus neurônios verdes e azuis,
como os olhos da Lua, como o teto da rua!
Se eu pudesse te vender meus sorrisos e partituras por seus valores reais, 
ficaria tão rica que seria alérgica a cédulas e níqueis.

Já viu?
Já viu?
Eu não.
Nunca vi poeta ser canção,
mas já vi canção virar poeta.
Tenta só! Só uma vez, nesta aquarela de shows
de artistas brasinternacionais.
Tem som, cor e luz de todo tipo.
Rock pra doidos, nerds e desencantados.
Tem mpb pra Mallu das Magalhães,
pra Nando de tantos Reis, pra Elis de todas Reginas que existem,
pra Nara domadora de Leões.
E não acaba essa blindagem.
Sem falar na falta de coragem 
que pleiteia os atos administrativos
de todos os órgãos do Ministério Público do Seu Pão.
A isonomia que se tem da livraria que expõe
a população mais carente, onde se tem mais gente,
deixa a desejar por se vender na promoção.
Qual é o preço dessa flor?
Se eu não consigo descrever tantas das emoções
que correm pelo meu corpo, que são  bombeadas pelo órgão vermelho de sangue
e chega que nem água do mar nas janelas da minha alma?

Interroguei-me.
Me restaram interrogações.
*Pontuei minha vida.
Ponto.
Ganhei!












*Versos retirados de" Terra de Sapos" por Laryssa Guilardi.

Tolerância não se aguenta!

Só se ouve murmúrios.
Reconhecimento pelo já feito, gratidão pelo considerado
se camufla em falações de outrora menos intensas, como agora.
Só produz angústia na alma,
tolerância não se aguenta de tanto aguentar.
O que é bom dura tão pouco de se durar.
E já me preparo pra que o feliz se simplifique ao exíguo
porque acho que é melhor assim, do que me iludir ao que deveria ser de
longa vida.
É desgastante só ouvir murmurações,
não ser aluna de Camões,
sentir o amargo de limões.
E por fim, meu sol se põe antes da hora,
o mágico tira a ilusão da cartola
e quem se conhece se escandaliza
e quem anoitece, padece em giriza.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Era de se esperar que o trem saísse da linha,
que depois deste remendo se quebrasse a rima.

Quem disse que cantor é poeta?
Quem disse que o mistério se viola?
Quem  disse que o segundo é beta?
Que o mágico domina a cartola?

Cura da lou-cura mensal

Não prefiro um perfume adocicado, mas no momento desejo tê-lo em mim.

As vontades e desejos neste período estouram que nem milho de pipoca em panela de pressão.
São vontades pelo simples, pelo feliz, pelo agradável, pelo infantil.
O ruim é que seu eu não realizar essa vontade, por mais boba que seja, eu me culpo depois.
O ruim  mesmo é que não é toda hora  que consigo controlar esse calor que faz os milhos estourarem.
Não consigo porque quando menos espero essa temperatura desce se tornando em frio absurdo,
fazendo as pipocas murcharem e depois, tão logo, aquece as murchas me fazendo sofrer essa dualidade.
Meninas e mulheres podem entender esse fenômeno, até meu namorado entende. (Será? rs)
Ti-pi-eme ou Tê-pê-ême mesmo!

Mais que droga de agonia!
Qualquer pitada de sal me faz chorar,
qualquer colherada de açúcar e corante me faz ficar feliz nas alturas!
Extremidades opostas tão paradoxas, não?
Garanto que essa última oração não foi nada redundante, ok?

Chocolate pode ser o remédio.
Sim, chocolate na pipoca!
Maravilha!
Chocolate pra freiar essas emoções!
Para perdoar minhas feições.
Pra desfazer os tendões
dessa frescura, sem cura, sem dó, mistura!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Uma vontade de estar com quem quero conhecer, num lugar onde as fitas de Mariazia estejam penduradas em todas as árvores, e pelo vento seus fôlegos de amor ao pescadora ouvir. Urucum, panos coloridos dourados oferecidos pelo reinado da aquarela.
Meu ser tateia, papeia com o vento através do meu corpo sagrado, o mover-me. O vento não culpa, o corpo age, o que eu disser nunca será usado contra ninguém. Dançar é a ação e reação do bem. Onde eu sou feliz, sou bela.
 
 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não sei se sou,
se eu era,
não sei se quero, se desprezo
se fujo ou me entrego, 
se estou feliz, 
se desintrego
o que era para ser para sempre eterno,
Não sei se fumaça é ilusão,
se meus muros cairão,
se é pedra ou  se é pão.
Só sei que nada sei, mas saber disto não me faz saber se saberei assobiar um dia,
se pularei de alegria,
se conterei minha agonia de ter várias interrogações
entre multidões de emoções.
Poeta é ser canção ?
Será o silêncio aliado das tiranias?
É pra se pensar em pensar.
Se eu respiro sem saber até que ponto, 
se eu me encaixo em suas lágrimas de pranto, 
só o Tempo dirá e fará.
Eu preciso continuar e não errar.
Não errar.

Glória da Colcheia!

Já experimentei outros,
já beijei muitos,
me casei com o clarinete, mas quero divórcio.
Já namorei violões,
Passei dias com o pife,
já tentei conquistar o berimbau,
me apaixonei pela flauta-prateada que transversou meus sentimentos,
já me deixei levar pelas baquetas
tive momentos de infância-feliz com a escaleta.

E o que poderei dizer?
O que eu poderia fazer se este outro, com sua grandeza, domina meus sentidos?
Suas  três válvulas coronárias  fazem pulsar em mim
um desespero apaixonante por querer ter ele em mim, por completo.
Sei que ele não permitiria tal coisa...
Por mais que eu o tenha tatuado em minhas costas não é o suficiente,
por mais que meus dedos se tornem mãos fortes ao tocá-lo,
ele ainda não se tem em si para mim.

Ainda o conquistarei com meu amor!
Seremos um só.
Farei ele feliz ao dar som a ele. O meu som!
Só preciso de uma chance em meio a tantos compassos binários,
em meio a tantas semifusas e batutas.

Sua beleza atrai a muitos, mas não mais do que a mim.
Por poucos segundos_ na casa do presidentíssimo Lula, agora da Dona Dilma_ estive diante dele.
Sua calda envernizada, suas teclas pesadas e amareladas me
deixaram mais angustiada por saber
que ele fica morto durante dias lá.
Ninguém, nem o funcionário-músico que trabalha lá, dá o prazer
para ele de produzir ondas sonoras.
Eu não aguento!!

Preciso de um.
De calda, de armário ou ainda eletrônico!
Preciso!
Porque de todos, porque de muitos,
porque de milhares de instrumentos que possam existir
ele é o maior!