quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Como vulcão.

Seria curiosidade?

Existe um emaranhado de sentimentos
em mim que explodem de tanto eu sonhar ou/e querer.
É mais que achar bonito ou gostar...
Não sei explicar.
Um dia quero ser legista, noutro quero
cuidar de árvores; um dia sonho em fazer pratos
deliciosos na cozinha, noutro quero aprender tudo
sobre mecânica no carro do meu pai.
Um dia paro para pifar e tem outros que me
arrebento de andar de skate...
Um dia é meu sonho passar num concurso, noutro
eu quero ser uma grande maestrina e viver da música.
O negócio, na verdade, é que amo tudo, quero aprender tudo,
sou apaixonada por tudo... Não que eu
mude de opinião todo dia, que sou maria-vai-com-as outras,
que sou indecisa ou sem opinião, mas é que todo
dia descubro uma coisa que me dá prazer, uma coisa legal e

acabo fazendo uma lista de coisas que porque quero fazer.
Vou lá e faço, mas no final de tudo não sou boa em nada.
É triste, odeio isso de certa forma.
É uma coisa de cada vez, tudo em seu tempo... Mas isso não entra na minha cabeça.
E se eu fosse um robô?
Seria ótimo . Faria tudo e mais um pouco.
Mas, pensando bem seria muito mecânico. Eu não iria sentir nada, algo muito seco, de máquina mesmo.
E fora que eu não teria aquele gostinho de parar para aprender e lutar, e praticar, e tentar, e errar.
ERRAR.

(?)

Água de coco!!

|...Preciso respirar mais verde,
preciso pensar mais água
e cantar com milhões de cigarras por aí...|

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Eterna aprendiz.


Eiii, consegue ver
aqui algum erro portuguesal?
Onde?
Aqui no bróg...
Viu?
Não?
Viu sim, eu sei e saiba
que sempre verás!

Hoje.

hOJE é gostoso com gosto de mostarda.
Hoje, só para sentir o cheiro das árvores e ouvir
milhões de cigarras
louvarem ao Criador, desci na parada anterior da de costume.
Andei devagar, a vagar, sonhei.

Hoje tomei leite. Hoje, de novo, respirei.
Hoje te amei menos por mim.
Hoje vivi de tanto morrer.

Hoje veio uma porção de músicas antigas na minha cabeça
que ressucitaram na propagação das minhas ondas
de fins cochichados.
Hoje
senti cheiro de metrô, estação 102 sul. Lugar vazio,
clima americano cinematográfico sem direito a trilha sonora,
pastilhas azuis inerentes às paredes, ninguém ao meu lado
me acompanhando.

hOje é melhor que Ontem.
Minha idiossincrasia me revela que ele, o Ontem,
aparenta querer me devorar de forma irreverente.
Que o ele se vá e deixe as boas rememberanças
para meus dentes de osso-leite brilharem mais tarde.
E o Amanhã?
Ah! Este aí nem é meu. Desde que eu nasci o Pai me
prensenteia com um amanhã por vez-de-vida.
Eu sempre quis ter meu próprio Amanhã, mas
ainda bem que ele pertence a alguém mais sábio que eu.
Assim, durmo em paz e aprendo a viver o Hoje
como se eu não fosse mais recebê-lo, como se fosse o último.
Como se fosse a última vez que eu beijasse a vida.