quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pingo de verde-sol-esperança.

É tenso,é de doer os ossos do meu ventre e gerar
calafrios nos meus olhos.
Dói.
Muito!
De querer desmaiar o espírito e dormir
para matar a febre.
Meu clarinete me entende, alivia minha agonia.
Meus pensamentos voam longe, vão até a padaria.
Minha bicicleta azul enferrujou-se,não sei mais como se anda.
E a dor vai e volta, do profundo do cérebro à tangente da garganta.

O que fazer não sei, o que sonhar não penso.
Penso em amar, profundamenteMENTE, se entregar.
Mas, há uma barreira na qual não consigo ver,
por isso como a superarei?
Isso também não cabe a mim...
Eu fujo do vento,e me iludo de novo
Vou atrás do vácuo, na clara do ovo.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Logo existo


Sentimento diferente.
William Shakespeare e meu clarinete.
Música do grande pianista Richard.

Ah!Foi uma paixão entusiasta de uma vez,
lançou-me em desespero na gelada e graciosa chuva de colcheias.
O Menestrel, quem nunca leu isso?
Lição vivida de vida,
para mim e para quem necessita de aprender sobre ela.
É, minha fascinação por música, arte e seus aliados
vai crescendo em uma progressão aritmética ou ainda talvez geométrica.
Não. Não.
Progressão que aumenta de tom em tom, semitonando minhas veias.
É glorioso, me faz ser viva.
Toco, logo existo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ade de Von!

Vontade de ser GRITADA e ChOvIda
pelas crinças baianas de sorriso amarelo, inocentes.

Vontade de ser sanfona e tecla de piano velho,
de ser árvore frondosa, verde-dourada, casa de passarinho.

Vontade ser cadeado e fechar broquéis de soldados covardes...
Vontade de ser ponta de lápis na mão de poeta.
De ser água de côco e matar a sede...
De ser partitura de emoções-verdes!

sábado, 10 de abril de 2010

linguística sem trema.

Me vê um café desse aí!
Me vê duas paçocas.
Me vê 10 reais de gasosa.

Sei que estão erradas tais frases,
sei, pra você. Pra você sim.
Porque pra mim não.

Desculpa, eu tenho licença poética.
=p

...é de se viver.

Cabeças brancas, sem melanina.
Experientes. Homens e mulheres de vida.

Sinto-me bem ao estar entre eles, parece ser meu lugar.
E se ainda não for, concluo que me adiantaram, me precipitaram, não sei. Mas, parece que estou a um passo a frente do comum.
Minhas mãos estão cheias de responsabilidades nas quais tento
executá-las com destreza, mesmo tendo visão de canhoto, rs.
Sou minoria de mim, de Mi menor, e vejo que mesmo assim sou inerente a isto. Sinto isto:
FORMIGA EM COMUNHÃO A ELEFANTES.
Reuniões administrativas, mesmo sem participação direta.Assembleia geral ordinária.
Pode ser formal demais para mim, possuidora de humor infantil, às vezes.
Mas, é bom.
Me faz ser como eles,
lindos assim.
Legais assim.
Ou ainda tão sérios sem Mi nem Dó, muito menos Lá e nem de Ré.
...
Eiitaa! No meio de tantas palavras e decisões chega a hora que
eu mais me morro de doer de sentir emoções verdes.
Teclas pretas e brancas me atraindo compulSILVamente,
bati mais que meu coração,
respirei mais que meu pulmão e
tranportei para a ponta dos meus dedos, mais que velozmente,
abundância de oxigênio!
É! Eu ganhei das hemácias! HA.
E pra " vareiar", quem me acompanhava através das cordas?
Um lindo e encantador idoso guitarrista!
Ele se destacava dos outros. Tocava com emoção, emoção de menino.
E seus cabelos branquinhos reluziam mais que as teclas brancas daquele teclado.
Momento único! Tocava por Deus e para Deus.

É mais que bom por demais,
ver aqueles senhores de terno e gravata com suas
histórias e conselhos e rugas dentro do bolso,
emoções de vidas no olhar.

E me pergunto como serei eu
quando chegar nessa melhor-idade ( não concordo que será a melhor, nunca vivi pra saber...).
Talvez, meus olhos virem verdes, minhas mãos mais brancas e meu coração
mais cheio de semibreves e semicolcheias.
Serei a idosa flautista, violonceira,
triangulista e sanfoneira.
Serei Maria da Silva,
artista repentista,no ausente
que improvisa na rima,
que é poetisa de repente.( Luiz Fernando que me iludiu com esse ideia, hahaha!)