| *Guilherme e eu. |
O barco é meu e os outros o tem, que nem o trem de Águas Claras
tão sujas de prédios que matam nascentes, sufoncando aquilo que deveria
ser vivo para vida viver.
Se eu pudesse, se eu pudesse
ser poeta e não canção, não deixaria o silêncio dominar a náusea que o grito de inocentes produz
em uma caixa vácua.
Faria cores, mostraria brilho,
intrumentalização total da palavra em cadência,
inocência.
Sou canção e não poeta,
limito-me a sete ondas, as do mar de barco à vela.
Limito-me a alguns sustenidos que acidentam a decorrência : a melodia se quebra
e o ritmo se exalta em mim, em momentos de dor.
Sou canção, uma mensagem, um contexto, um palavrão,
um bilhete.
Seu Poeta é que me faz, me faz
ser poesia em Poesília, expressar a arte de ser som na boca dos pobres,
ricos e aflitos.
Sou canção,
sua voz.
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O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade.Provérbios 15:33