Aqui são 19 anos de mente.
E a cada instante que mais velho se fica mais experiência é consumida.
A infância fica nas fotos, os segredos são trancafiados nas coronárias da bomba sanguínea, e por fim, suas roupas mudam conforme suas opiniões são vestidas, usadas, lavadas, passadas, vestidas, usadas, ... todo um ciclo.
Acontece que a gente cai na real que serão mais vinte e não mais adolescência.
Olhando para o livro que somos, descobrimos que há milhões de coisas coisadas que só a gente sabe o que significa. Ou não.
Lendo-se você descobre que em todos há uma espécie de preconceito latente, uma maldade, mil facadas,
7 defeitos, seja o pecado capital que for, mas há de com força.
Sorte tem aqueles que conseguem apagar isso de suas páginas ou controlar a saída das palavras pela boca.
Se sou livro e se sou lido, então o importante aqui não é a capa mas o contexto que eu contenho! Ou melhor, o pretesto que detenho.
E se serão vinte daqui a 8 meses e me tornarei um livro maior, então não serei mais um infanto-juvenil, mas de literatura brasileira pra que quando chegar mais vinte, daqui uns 21, eu me torne uma senhora enciclopédia.
Páginas amarelas.
domingo, 17 de abril de 2011
sem foco.
Quando se torna, num instante seguinte se destrona.
Se um dia se define, quem sabe se transforma no oposto outrora.
E tudo o que se fere, que se arma, se refere ao incostante,
pois sempre há sobras do vazio, do distante.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Ao pé da letra.
A faca O fino O sol O sangue
O frango O fósforo O suor A saliva
O fogo O fogo A sombra A sede
A fome O fim O sorvete A soda.
O frango O fósforo O suor A saliva
O fogo O fogo A sombra A sede
A fome O fim O sorvete A soda.
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