sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fá Sustenido menor. F#m

Fujam de mim, fantasmas incoerentes de vozes sóbrias, que se disfarçam entre minhas agonias!
Que cale-se dentro de mim o meu maior desespero,
pra que um dia eu possa ter meus cabelos brancos e ter meus sessenta anos tranquilos.
       Morreram alguns sonhos meus,
agora o que tenho são folhas secas, como células mortas...
São tantos Móveis Coloniais de Acaju que já me enjoei de tanta castanha, de tanta gente estranha, de tantas idas à Alemanha.
Fure  minha garganta pra deixar sair minha voz,
beije minhas pálpebras pra liberar este meu pranto.
É só por um estante, por colcheias de segundos.
Na asas de um moribundo...

Quero ser árvore da w3 sul,
quero ser o Relógio da Praça de Taguatinga.
Quero ser um pedaço da Ponte JK, morar na Praça dos 3 Poderes
e ser flor do seu jardim, ser alecrim prateado.

Quem sabe ser o Ouro da tabela periódica,
ou uma tecla de piano velho.
Me deixe ser, me liberte de mim mesma...
De mim mesma.
Fá,
de vez em quando, sustenido,
e depois menor.

2 comentários:

O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade.Provérbios 15:33