quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sem reservas.

Eu me nego a segurar o troféu.
A honra não é minha, é de Deus!
Porque no dia em que penso soltar o remo
e deixar o vento levar meu barco,
a voz maior me motiva a perseguir a felicidade
e me ensina a não olhar para o sol, nem me importar
com a sede e muito menos com a falta de chão.

Chego  a andar sobre as águas segurando Suas mãos.

Deus poderoso e fiel,

A honra que me dão
devolvo a Ti!
O Branco no verde
de árvore sem neve
é o que sinto ao me sentir
bem calma na proa.
Segundos de tensão! Mas, o amor está do lado, bem dentro,
está forte, me protegendo.
Nem digo o amor, mas meus dois amores geradores de contentamento.
Primeiramente, o Amor daquele que me amou primeiro, meu irmão mais velho, o Nazareno, companheiro.

Porque quando penso em pensar em lágrimas,
ele me dá mil motivos pra produzir sorrisos.


E meu outro amor de aroma apaixonante, de segurança contagiante
que desfigura o que me segura nos medos.
Diferenças que nos tornam iguais eu me torno sendo dele.
Nego.


E no compasso dos segundos e minutos
aprendo a amar amando assim como o relógio ama o tempo!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Frutos de três horas e meia depois de uma prova.

30 minutos para encher a mente de rima, colcheias e açucar.
Foi mais uma tentativa, mais uma batlaha, porém mais prazerosa de lutar.
Paredes de leite e teto de nuvem, mutantes amarelos, seis horas de ferrugem.

É que sou poeta concursada,
É que sou canção graduada
e tiro do meu vácuo palavras que eu nem sabia palpitarem.
Por coincidência ou não, por minha conciência ou emoção
elas fluem de mim querendo serem expostas no papel.

Ok! Vou parar de ficar dando satisfações. E não vai me interessar o que você pensa.
E daí? Só são palavras.
As emoções são minhas.
Sorte sua ou não se você possui a faculdade de senti-las.
(...)




Indaiá: oxítona acentuada por ter terminação em vogal
que por acaso é vulgar.
Consegue notar?
Ela gosta de estar em todas exibindo suas curvas quase que elípticas.
Só por comprovação da prosa, usei-a nesta formatação de memória
por mais de 105 vezes até agora.


(...)


Me recuso a chover por hoje.
O que fiz até aqui só são células sem ácido nucleico. Algo que como vegetal, mas sem clorofila.
Joguei fora a coesão e a coerência. Não faz mal agum, porque me deram licença poética até que  se cesse o tráfego de hemácias dentro das minhas ruas.