sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Dois mil e DEZembro.

ano findando.
sorvete afundando
na casquinha de Piri.
O que aconteceu aqui?
Político-ladrão preso.
Andar de colete no Rio virou moda.
Alagamento, desabamento,
desmatamento.
Sofrimento.
1ª presidenta.
Estrondos de bazucas.
Pés descalços, crianças com fome.
É fato, é fato.
Eu sei, eu sei.
Dois mil e dezemprego?
Dois mil e dezespero?
Dois mil e dez anos.
Quem não sabe?
Quem não viu?
Brasileiro não desiste nunca
Mas, perdeu a futebolística gloriosa.
Cofres públicos cheios.
Cheios de míseros honestos. São poucos.
Que gritem os bons e defenda a riqueza nossa!
6 bilhões para o show da virada improvisado?
E meu filho doente no hospital, precisando de  remédio
médico e passando mal?!
Cadê a isonomia?
São um bando de *#!
Dinheiro entra e sai.
E a Saúde está doente.
A Segurança foi assaltada.
A Educação não sabe escrever  seu próprio nome!
É de pensar e refletir.
Mas quanto mais se faz isso, mas indignação cresce
e afloreçe em meio às mentes da favela,
que pra morrer nem caixão se tem, só uma maço de vela.
E pra piorar, com armas de fogo tentam cessar a Violência.
Eles estão é alimentando a sangue-suga com sangue inocente.
Bala perdida, noite mal dormida, guerra semanal e agonia.
Quem pode pagar o sapo?
Quanto custa um?
Mas é o Estado que manda,
é a mídia que manipula.
É minha mãe que reclama
da letra pequena na bula.
Sorte que, pelo menos isso, Anvisa fez a obrigação de mudar.
Hoje é 31 de dezembro.
E no 31 do doze do ano depois de amanhã, o que virá?

domingo, 26 de dezembro de 2010

Poema Molhado.

                                               Á
                                                             Gua.
                                                          Da gota.
                                                        Do Pingo.
                                                    A chuva lameia,
                                                   A chuva faz lama.
                                                A gota no mar pranteia,
                                                O pingo na fonte canta.
                                              a gota teve gotículas que
                                               se juntaram aos pingos
                                            que se pingaram  de amor
                                            aos risos que enferrujaram
                                      os sinos vivos que não paravam
                                     de tocar às dez horas que fizeram
                                    acordar as senhoras que
                                  fizeram gotas de murmúrio
                                em torneiras, que pingaram
                                        lamúrias  nas olheiras.

                                                    água.
                                        Lá

                                                 grima.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Amizade Divina. Eu tenho.

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Do que adianta levantarem discussões sobre sua existência?
E aqueles que nele não acreditam?
Como podem ser tão cegos e defenderem a tese de que de uma explosão
surgiu a perfeição que o mundo, a natureza e o ser humano é?
Palavra tão comum na boca de qualquer um.
Falam tanto dele, mas não o conhecem.
Triste é saber que por falta de fé não são alcançados por este Amor!
Ele é Amor!


Muitos o vêem como um deus que castiga todo mundo, caso não cumpram suas leis.

Alguns o vêem como uma energia somente.
Pena destes fracos.
Outros o vêem como um ser superior e só.
Mas, se acham tão superiores ao seu próximo que se perdem em si mesmos buscando sempre estar em alto patamar.
Muitos acreditam nele, acreditam no poder dele.
"Mas, e daí? Ele lá e eu aqui. Quando eu precisar, eu chamo!"

Pena não o conhecerem de verdade.


E tive o privilégio de o conhecer.
Na verdade, depois que me interessei em conhecê-lo acabei por
me conhecer melhor. Ele, por fim, me mostrou quem eu era de verdade.

E o que seria de mim sem a presença dEle na minha vida?
Do que valeria sonhar, labutar, tentar, investir, se esforçar pela e para a vida?

E as minhas simplórias palavras são míseras para tentar
descrever a grandeza de quem Ele é e o que Ele faz por mim.
São tantas experiências!!
A maioria inexplicáveis.

É Ele que me guarda,
É Ele que me sustenta em meio a tempestades,
É Ele que me motiva a lutar por aquilo que é impossível aos meus olhos,
É Ele que me alegra em momentos de lágrimas, me chamando pelo meu nome e dizendo que me ama.
E toda sua grandeza e as obras de Suas mãos refletem sua majestade.

Nossas vidas só fazem sentido quando Ele está dentro delas,
quando Ele tem espaço para direcioná-la.
Quando o convidamos para que Ele habite em nosso interior!

Religiosidade só nos afasta dele.
Deus não é católico, evangélico ou judeu. Ele é amor.
Pai de todos nós.
Ele é a própria vida!

E como é maravilhoso saber que a morte só nos levará de volta pra casa!
Pra perto, mais perto dEle.
E como é bom viver aqui em Sua companhia!

Deus,
como é bom amar-te e ser amada por Ti.


Sou grata!

Meu MPBonito

Todo dia, novo dia, é uma coisa nova
melodia, nostalgia, é choro na cova
o que será que o amanhã reservou, pára o tempo
se você conseguir conter o vento
e decifrar este meu lamento
que foje de mim
.
É quase noite, quase janta
e você comigo,  a lua branca prateada
ilumina o amigo da onça,
quem quiser ver é só imaginar...
.

O impossível quis chover ontem hoje de noite cedinho
e o mais incrível é que eu viajei pelo som  da amarela, girassol enfeita a janela.
E o mais incrível é saber que o sabiá sabia que e não sabia assobiar
quis tirar onda cantando Toquinho, é de se orgulhar
que é ave pequena de alma infinita a me tocar...
o tempo parou o vento ao congelar...

Poeta é ser canção?

*Guilherme e eu.
Outrora estou na proa, sem vela e remo...
O barco é meu e os outros o tem, que nem o trem de Águas Claras
tão sujas de prédios que matam nascentes, sufoncando aquilo que deveria
ser vivo para vida viver.
Se eu pudesse, se eu pudesse
ser poeta e não canção, não deixaria o silêncio dominar a náusea que o grito de inocentes produz
em uma caixa vácua.
Faria cores, mostraria brilho,
intrumentalização total da palavra em cadência,
inocência.


Sou canção e não poeta,
limito-me a sete ondas, as do mar de barco à vela.
Limito-me a alguns sustenidos que acidentam a decorrência : a melodia se quebra
e o ritmo se exalta em mim, em momentos de dor.
Sou canção, uma mensagem, um contexto, um palavrão,
um bilhete.
Seu Poeta é que me faz, me faz
ser poesia em Poesília, expressar a arte de ser som na boca dos pobres,
ricos e aflitos.
Sou canção,
sua voz.

Sentiu?

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Parada de ônibus.

Perto do fim de se findar o início do mês, do ano.
E paro.
Paro para reler as cartas do meu pote de azeitona.
Paro para rever as fotos de infância, épocas irretornáveis que hoje são inerentes as portas do meu guarda-roupa.
Paro para olhar para o tempo e ver que ele não se importa,
não espera por ninguém,
tem linhas tortas
e  seu fim vai mais além
daquilo que eu chamo de vida, daquilo que eu chamo de experiência.

E paro para olhar para as minhas escolhas, para os meus objetos e objetivos,
para aquilo que não conquistei e ficou no papel, meus adjetivos,
para meus instrumentos em cima da cama, seu trono.
Paro para reparar na briga dos outros e ver quão inútil é se importar
com coisas fúteis que só levam a perca de tempo, de paz.
Paro para tocar.
Colcheia.
Paro para notar que quem diz que me ama
tem uma visão tênue a respeito da minha graça artística. Entristeço-me. Paro.
Paro para escutar a chuva que cai no telhado do vizinho. Ela é igual a que cai aqui.
Paro para aconselhar, dizer o que penso, beijar a bochecha de quem me traz alegria
e é aí que me vejo, que me conheço, que me quero.
Paro para pensar nas minhas amizades, a maioria masculinas.
Paro para pensar nas minhas crianças, são flautas doces aos meus ouvidos.
Paro para pensar na minha mãe, a mulher da minha vida!
E paro para pensar em trocentos bilhões de coisas,
e quando vejo já pensei tanto
que meu cérebro já pensa por si só, me deixando iquieta, extressada e ansiosa.

E paro.
2 segundos.
Penso no que amo.
Paro.
Parábola.
2 segundos.
Não estudei, não estudei.
Parei.
Precisei de descanso,
fiz pouco descaso
da minha mente, do meu corpo,
me desgastei e num sopro
me fiz chorar de nervosismo,
agulhei palavras de egoísmo e
surtei, caí no sono.
E ainda assim, amanhecendo em meio a noite
não consegui ficar em paz.
Porque o que eu precisava era parar.
Parar.

Pare.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

No meu quintal.

As emoções advindas em Dezembro são emoções brancas com pingos de cores quentes e frias.As neutras ficaram de fora, neste clima de luzes e sinos.

Frio na barriga, piano a minha espera!
Quarteto de professores pianíssimos a me esperar pianamente!
Quase dei um treco!
Cifras a meu favor, partituras a condenar o que eu não sabia.
E muita tensão.

Será que passei nessa?
Ahh! Não sei. Acho que não foi dessa vez.



12h11, L2 sul e vento, frio na barriga, aguento?
Erro endereçal. 2 superquadras ao verde, andando na rede,
nervosismo foi distraído pelo perfume das árvores velhas atraentes.

Cheguei no cubículo, maior que um ovo.
Lágrimas me receberam, depois foi o riso e o abraço.
Aconchego de tia Carmem. Querida!

Depois, o sonho na mesa,
a manga no prato, sorrisos de Elisa,
o melhor no contrato.
Não acreditei naquilo que eu ouvia!
Vi a mão divina mover aquilo que não era acessível às minhas mãos.

Pensei que eu ía chorar de alegria, mas as lágrimas não quiseram nascer desta vez, só
sabia mesmo era refletir no que tinha acabado de acontecer, e por fim, só agradeci a Deus.


Sentimentos de Dezembro. Mais doce que os de Novembro.
Novembro foi chuvoso, frio e nevoso em meu telhado. Quase parei de morrer.
Mas, por fim, o sol se fez aberto ao meu temporal.
Emoções advindas no quintal
da minha rua estreita, do meu coração de menina.
E como diz o livro que tem vida:

"O choro pode durar uma noite,
mas a alegria vem pela manhã!" Salmos 30:5

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Não sei.

Todo mês

Olho o sangue que escorre

Entre minhas pernas

E cai em mim todo peso

Um fardo que carregamos

Nas costas e no útero

Ser mulher.

Vida feita de sacrifícios.

Árduo.

Não me olhe como mero objeto

Não me toque como objeto

Não viva como um,

Mulher, não se faça um.

E, agora que possuímos

Uma [falsa?] liberdade

O que fazemos com ela?

O que você faz com ela?

O que eu faço com ela?

Por Tita, em Poema sujo.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Depois de guerrilhas ao vento.

Voltei à minha paz motora e raciocínica, porém ainda há mil conflitos na cabeça.
Questionamentos a respeito de tudo, a respeito do mundo, das pessoas e das boas intenções e sentimentos,
coração, perturbações e sofrimentos.
O que tange a mim são frequências invisíveis quanto a futuridade, aos próximos segundos dos terceiros.
Mas, se for pra viver respirando desse jeito é melhor que eu durma, assim ficarei menos densa.

O que me preocupa é o relógio, é o amor, os livros, o calendário, o meu próximo,
a tigela, a virtude, a integridade da metade,
o mar e sua sonoridade, o cabelo, a vitalidade,
o suprimento, o quente no frio,
a serpente no rio e tudo quanto vem me circundar.
Porém, quando olho só para mim,
respirando calmamente,
ouvindo o meu coração entrar na cadência da vida,
sentindo o vácuo do vento vazio, cheio de partículas,
inchar meus alvéolos,
sinto, vejo, cheiro, toco e ouço o Tempo.
E é pensando nele que volto a me aquietar.
Na verdade, pensando nele e no Seu Dono.
Porque a princípio, há tempo para tudo debaixo dos céus
e tudo está no controle Dele.
É melhor eu viver o Hoje,
sem remoer latentemente meu passado e sem querer devorar de vez meu futuro.

Voltei à minha paz.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Filosofa o imortal pra mim, por favor.

Imortal. Nunca à morte. Infinito então?
Deve ser sendo isso só sido!
Mas há algo de imortal aqui?
Há indícios evidentes que permeiam tal existência?
Se não há, por que criaram tal adjetivo?
Serve para qualificar a quem ou a quê, por favor?
Não vejo sua função.
Aqui, tudo o que tem vida é mortal.
Portanto, não foi necessária a criação de mais uma palavra para o léxico dicionárico.
Foi?