Joguei as palavras na mesa, como se jogam bilocas no chão...
E o que vi?
Vi você, vi eu, vi todo mundo.
Vi a palavra mais falante se dizer pelas outras palavras,
vi a palavra mais silenciosa calar as outras num gesto só.
Vi só algumas, foram poucas...
Mas, foram suficientes pra me ressaltar que a aparência não é nada,
que o finjir ainda existe, que o errar é comum de todos, com todos, num todo, por nada.
As palavras na mesa me mostraram que não adianta somente dize-las, mas vivê-las pra que todo esforço valha a pena.
Pra que o errar enfrequeça dentro e fora de mim, de nós.
As palavras da mesa também me revelaram algo que eu já sabia, isto é, não me revelaram nada, mas
foi o suficiente pra que dentro de mim eu não dissesse mais nada.
Porque em meio a tantas palavras, às vezes nenhuma é melhor que poucas. É melhor se calar, não dizer nada.
Porque as poucas podem ser de murmúrio, e se são assim
é melhor que não existam.
As poucas podem revelar os desejos do inconsciente, talvez isso não seja interessante.
Palavras são para poucos, são para aqueles que sabem usá-las.
Palavras estão na boca de todo mundo, soltas, presas ou prontas para serem ditas.
Não obstante prefiro controlá-las, o que pode ser difícil para muitos e ás vezes para mim...
Juntei as palavras da mesa, por fim.
E o que me restou foi meu silêncio, pois o que precisava
ser dito, as palavras já o tinham feito.
"Palavras são para poucos, são para aqueles que sabem usá-las." Quanta sabedoria Thalyta :)
ResponderExcluirEu sofro por não saber usá-las. E sofro e erro. Eu e minha boca grande!
muito legal..mocinha...vc tem talento em!!
ResponderExcluirÀs vezes sofro também, elas são difíceis.
ResponderExcluirE quando usadas de qualquer maneira fere quem a gente ama ou fere a nós mesmos.
Obrigada, meu Guii! =D
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