Quando a ponta da agulha quer deslizar sobre minhas ranhuras,
quer revelar minhas canções mais latentes,
quer arranhar a superfície do que SOUL, eu me prendo ao toca-disco, endurecendo minhas elípses, me entrengando à poeira.
Assim faço, para que não critiquem meu melhor/ pior.
É preferível eu estar em som quieto, porque afinal de contas, sou só mais um na prateleira.
Capa escura, sem brilho.
E quando me julgam pela capa, vão à próxima prateleira, pois não sou o disco clássico que agradam aos eruditos,
também não sou de música popular com quatro notas e três gritos.
Sou trilha sonora para os simples, os curiosos, os artistas de rua, palhaços de aventura.
Um dia empoeirado,
com um som arranhado
de ouvintes cansados
de tanto vinil que sou amado.
sábado, 14 de maio de 2011
O que é a vontade?
Ânsia de se ter o que se espera.
Sonho de viver o fim da guerra
daquilo que combate contra seu limite,
dentro de onde é forte aquele que resiste.
A vontade quer ser concreta,
seja ela má ou boa.
Se deixar a porta aberta,
ela foje, ela voa.
E a consequência, se vier, faz morada angustiante,
e fica viva, desaparecendo aos olhos dos que julgam o ignorante.
Porém, este leva, dentro de si, a vontade de ter tido sorte
de naquele dia ter mortificado de vez a bruta vontade
que naquele instante se refez.
Arrepreendimente.
Sonho de viver o fim da guerra
daquilo que combate contra seu limite,
dentro de onde é forte aquele que resiste.
A vontade quer ser concreta,
seja ela má ou boa.
Se deixar a porta aberta,
ela foje, ela voa.
E a consequência, se vier, faz morada angustiante,
e fica viva, desaparecendo aos olhos dos que julgam o ignorante.
Porém, este leva, dentro de si, a vontade de ter tido sorte
de naquele dia ter mortificado de vez a bruta vontade
que naquele instante se refez.
Arrepreendimente.
Do Ê.
Estou em cima da escada
escondida, esvaziando meu estoque.
Espero a essência do estranho extirpar a esperança do espelho.
Encoste-se ao estrondo encantado, é só esquecer de esquentar a cabeça.
Envivecer. Não envelhecer.
escondida, esvaziando meu estoque.
Espero a essência do estranho extirpar a esperança do espelho.
Enquanto eu entoo essa esperteza,
encontro uma enorme estrada estreita. Entendio-me ao explodir o empirico enxarcado, estrada de enjoo escuro enforcado.
Entende o que escrevo?
Escreve o que entendo?
Entenda com baquetas,
enquanto escrevo escaletas.
Encoste-se ao estrondo encantado, é só esquecer de esquentar a cabeça.
Envivecer. Não envelhecer.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
nada de n.d.a,
A fonte d'água financiou o fumo da sede, do gelo, dos pombos cinzentos.
A voz vagueou distante, fez eco e voltou fulmegante.
O relógio congelou seus ponteiross, bateu as botas,
a energia da bateria,
de todo dia,
ao meio-dia, anuncia a agonia de que o sol se enfurecera ao se murmurar de sua quentura, seu calor, sua usura.
A voz vagueou distante, fez eco e voltou fulmegante.
O relógio congelou seus ponteiross, bateu as botas,
a energia da bateria,
de todo dia,
ao meio-dia, anuncia a agonia de que o sol se enfurecera ao se murmurar de sua quentura, seu calor, sua usura.
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