Quando a ponta da agulha quer deslizar sobre minhas ranhuras,
quer revelar minhas canções mais latentes,
quer arranhar a superfície do que SOUL, eu me prendo ao toca-disco, endurecendo minhas elípses, me entrengando à poeira.
Assim faço, para que não critiquem meu melhor/ pior.
É preferível eu estar em som quieto, porque afinal de contas, sou só mais um na prateleira.
Capa escura, sem brilho.
E quando me julgam pela capa, vão à próxima prateleira, pois não sou o disco clássico que agradam aos eruditos,
também não sou de música popular com quatro notas e três gritos.
Sou trilha sonora para os simples, os curiosos, os artistas de rua, palhaços de aventura.
Um dia empoeirado,
com um som arranhado
de ouvintes cansados
de tanto vinil que sou amado.
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O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade.Provérbios 15:33