As emoções advindas em Dezembro são emoções brancas com pingos de cores quentes e frias.As neutras ficaram de fora, neste clima de luzes e sinos.
Frio na barriga, piano a minha espera!
Quarteto de professores pianíssimos a me esperar pianamente!
Quase dei um treco!
Cifras a meu favor, partituras a condenar o que eu não sabia.
E muita tensão.
Será que passei nessa?
Ahh! Não sei. Acho que não foi dessa vez.
12h11, L2 sul e vento, frio na barriga, aguento?
Erro endereçal. 2 superquadras ao verde, andando na rede,
nervosismo foi distraído pelo perfume das árvores velhas atraentes.
Cheguei no cubículo, maior que um ovo.
Lágrimas me receberam, depois foi o riso e o abraço.
Aconchego de tia Carmem. Querida!
Depois, o sonho na mesa,
a manga no prato, sorrisos de Elisa,
o melhor no contrato.
Não acreditei naquilo que eu ouvia!
Vi a mão divina mover aquilo que não era acessível às minhas mãos.
Pensei que eu ía chorar de alegria, mas as lágrimas não quiseram nascer desta vez, só
sabia mesmo era refletir no que tinha acabado de acontecer, e por fim, só agradeci a Deus.
Sentimentos de Dezembro. Mais doce que os de Novembro.
Novembro foi chuvoso, frio e nevoso em meu telhado. Quase parei de morrer.
Mas, por fim, o sol se fez aberto ao meu temporal.
Emoções advindas no quintal
da minha rua estreita, do meu coração de menina.
E como diz o livro que tem vida:
"O choro pode durar uma noite,
mas a alegria vem pela manhã!" Salmos 30:5
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Não sei.
Todo mês
Olho o sangue que escorre
Entre minhas pernas
E cai em mim todo peso
Um fardo que carregamos
Nas costas e no útero
Ser mulher.
Árduo.
Não me olhe como mero objeto
Não me toque como objeto
Não viva como um,
Mulher, não se faça um.
E, agora que possuímos
Uma [falsa?] liberdade
O que fazemos com ela?
O que você faz com ela?
O que eu faço com ela?
Por Tita, em Poema sujo.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Depois de guerrilhas ao vento.
Voltei à minha paz motora e raciocínica, porém ainda há mil conflitos na cabeça.
Questionamentos a respeito de tudo, a respeito do mundo, das pessoas e das boas intenções e sentimentos,
coração, perturbações e sofrimentos.
O que tange a mim são frequências invisíveis quanto a futuridade, aos próximos segundos dos terceiros.
Mas, se for pra viver respirando desse jeito é melhor que eu durma, assim ficarei menos densa.
O que me preocupa é o relógio, é o amor, os livros, o calendário, o meu próximo,
a tigela, a virtude, a integridade da metade,
o mar e sua sonoridade, o cabelo, a vitalidade,
o suprimento, o quente no frio,
a serpente no rio e tudo quanto vem me circundar.
Porém, quando olho só para mim,
respirando calmamente,
ouvindo o meu coração entrar na cadência da vida,
sentindo o vácuo do vento vazio, cheio de partículas,
inchar meus alvéolos,
sinto, vejo, cheiro, toco e ouço o Tempo.
E é pensando nele que volto a me aquietar.
Na verdade, pensando nele e no Seu Dono.
Porque a princípio, há tempo para tudo debaixo dos céus
e tudo está no controle Dele.
É melhor eu viver o Hoje,
sem remoer latentemente meu passado e sem querer devorar de vez meu futuro.
Voltei à minha paz.
Questionamentos a respeito de tudo, a respeito do mundo, das pessoas e das boas intenções e sentimentos,
coração, perturbações e sofrimentos.
O que tange a mim são frequências invisíveis quanto a futuridade, aos próximos segundos dos terceiros.
Mas, se for pra viver respirando desse jeito é melhor que eu durma, assim ficarei menos densa.
O que me preocupa é o relógio, é o amor, os livros, o calendário, o meu próximo,
a tigela, a virtude, a integridade da metade,
o mar e sua sonoridade, o cabelo, a vitalidade,
o suprimento, o quente no frio,
a serpente no rio e tudo quanto vem me circundar.
Porém, quando olho só para mim,
respirando calmamente,
ouvindo o meu coração entrar na cadência da vida,
sentindo o vácuo do vento vazio, cheio de partículas,
inchar meus alvéolos,
sinto, vejo, cheiro, toco e ouço o Tempo.
E é pensando nele que volto a me aquietar.
Na verdade, pensando nele e no Seu Dono.
Porque a princípio, há tempo para tudo debaixo dos céus
e tudo está no controle Dele.
É melhor eu viver o Hoje,
sem remoer latentemente meu passado e sem querer devorar de vez meu futuro.
Voltei à minha paz.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Filosofa o imortal pra mim, por favor.
Imortal. Nunca à morte. Infinito então?
Deve ser sendo isso só sido!
Mas há algo de imortal aqui?
Há indícios evidentes que permeiam tal existência?
Se não há, por que criaram tal adjetivo?
Serve para qualificar a quem ou a quê, por favor?
Não vejo sua função.
Aqui, tudo o que tem vida é mortal.
Portanto, não foi necessária a criação de mais uma palavra para o léxico dicionárico.
Foi?
Deve ser sendo isso só sido!
Mas há algo de imortal aqui?
Há indícios evidentes que permeiam tal existência?
Se não há, por que criaram tal adjetivo?
Serve para qualificar a quem ou a quê, por favor?
Não vejo sua função.
Aqui, tudo o que tem vida é mortal.
Portanto, não foi necessária a criação de mais uma palavra para o léxico dicionárico.
Foi?
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