segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não sei se sou,
se eu era,
não sei se quero, se desprezo
se fujo ou me entrego, 
se estou feliz, 
se desintrego
o que era para ser para sempre eterno,
Não sei se fumaça é ilusão,
se meus muros cairão,
se é pedra ou  se é pão.
Só sei que nada sei, mas saber disto não me faz saber se saberei assobiar um dia,
se pularei de alegria,
se conterei minha agonia de ter várias interrogações
entre multidões de emoções.
Poeta é ser canção ?
Será o silêncio aliado das tiranias?
É pra se pensar em pensar.
Se eu respiro sem saber até que ponto, 
se eu me encaixo em suas lágrimas de pranto, 
só o Tempo dirá e fará.
Eu preciso continuar e não errar.
Não errar.

Glória da Colcheia!

Já experimentei outros,
já beijei muitos,
me casei com o clarinete, mas quero divórcio.
Já namorei violões,
Passei dias com o pife,
já tentei conquistar o berimbau,
me apaixonei pela flauta-prateada que transversou meus sentimentos,
já me deixei levar pelas baquetas
tive momentos de infância-feliz com a escaleta.

E o que poderei dizer?
O que eu poderia fazer se este outro, com sua grandeza, domina meus sentidos?
Suas  três válvulas coronárias  fazem pulsar em mim
um desespero apaixonante por querer ter ele em mim, por completo.
Sei que ele não permitiria tal coisa...
Por mais que eu o tenha tatuado em minhas costas não é o suficiente,
por mais que meus dedos se tornem mãos fortes ao tocá-lo,
ele ainda não se tem em si para mim.

Ainda o conquistarei com meu amor!
Seremos um só.
Farei ele feliz ao dar som a ele. O meu som!
Só preciso de uma chance em meio a tantos compassos binários,
em meio a tantas semifusas e batutas.

Sua beleza atrai a muitos, mas não mais do que a mim.
Por poucos segundos_ na casa do presidentíssimo Lula, agora da Dona Dilma_ estive diante dele.
Sua calda envernizada, suas teclas pesadas e amareladas me
deixaram mais angustiada por saber
que ele fica morto durante dias lá.
Ninguém, nem o funcionário-músico que trabalha lá, dá o prazer
para ele de produzir ondas sonoras.
Eu não aguento!!

Preciso de um.
De calda, de armário ou ainda eletrônico!
Preciso!
Porque de todos, porque de muitos,
porque de milhares de instrumentos que possam existir
ele é o maior!


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A baterista que mais toca meu coração!

Baquetas, ensaios, risadas, pizzaria, amizade.
Hillsong, ensaios e ensaios, tentativas.
Orações, a presença de Deus, a alegria dEle em nós.
Nossas semelhanças, all star, Barlowgirls,Thatá e Thatá, tudo a mesma coisa.
Tão parecida comigo, tão Thalytíssima essa Thayná, tão Thayná essa Thalytíssima!


Teclas pretas e brancas,chimbal, bumbo e nosso prazer em tocar juntas,
num só compasso, numa só unção, num só propósito.

Eu te amo você, Thayná Cavalcante!

domingo, 24 de outubro de 2010

Quer tudo de nada.
Quer a metade do inteiro.
Quer banda do pão da banda.
Quer árvores e ovos de gema branca com clara amarela.
Quer Fly da Leaf.
Quer abraços de 15 minutos
e cordas de violão.
Sequer, de tanto se querer,
do pouco que conhece de si mesma,
não se importa em se ter por completo...

Querer e poder,
não querer e poder.
Ou ainda, querer e não poder...
Isso prova que querer não é poder.
Será?