terça-feira, 22 de junho de 2010

O estresse alopra,
Enlouquece, adoece,
O estresse é gritante,
Irritante e ensurdece.

Faz silêncio, faz silêncio,
Dois minutos, um minuto.

É muito tenso, é muito denso,
Não reclama! Sou robô?
Então me deixa, então me deixa
Faz silêncio por favor!

Pressão demais,
demais da conta
Me deixa em paz!
Respira e ronca.

Não me satisfaz,
Nem me sinto bem,
É bagunça demais,
Agonia que vem...

Quero gritar,
Tocar uma flauta, me desesperar,
Me acalmar na calma, da alma.

Alecrim no deserto

Delírios há em minh'alma,se escorrem gritos de dor.
Onde está meu açucareiro?
Onde está o meu amor?

Confronto-me no espelho: palidez e magreza singela,
produtos da gripe, do desgaste e da ausência de ape-amor-tite na panela.

Onde está teu açucareiro? O confeiteiro me pergunta.
Sua faca, onde está? Me indaga o açougueiro.
Digo que não sei onde ambos estão,os tiraram de mim e fiquei desarmada, fiquei sem sabor e por conta disso a Senhora Sólida Solidão tomou-me de vez que nem percebi.
A Solidão é traiçoeira. Chega que nem gato chega na gente. Vem se alisando entre nossas pernas, finge de mansinho e ganha nossos braços pra finalmente atacar nossos olhos com uma zunhada fatal!
A Sólida Solidão solidifica o liquidificador liquidando meu licor luteilizante, minha dor dormificante, me fazendo ser semínina sem as mínimas das ideias.

Por um lado gosto disto,
penso que é melhor assim;
vai passar, está passando.
Plantei semente de alecrim.

Desespero na proa

Belisca meu olho pra ver se eu tô viva, percebo em mim uma deslexia contínua no andamento de energia, de tensão, de palavras, de vírgulas dos quais preciso!!
Não entendo meu eu-não-lírico, me perco em sons de tuba e flautas que se choca dentro da minha caixa craniana.
Minhas emoções amarelas estão verdes porque estão navegando em mar aberto, céu fechado.
Alguém pode me entender, me organizar? Ou quem sabe, tatuar uma bússola na ponta da minha língua?
Me chovo e me morro por dentro, pois descobri que sou egoísta. Fiz sangrar o meu amor,ele choveu fora da estação...
E isso já é o bastante para que eu me cale, para que eu me desentorte...



Sofri!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Para poucos Salvadores Dalí.



Livre a gema da clara,
Livre o brilho do sol,
Livre a chave da porta,
Livre o gancho do anzol.

Não a frite.
Não se exponha.
Não se feche.
Não mate o peixe.

A gema amarela fritou-se,
O brilho do sol ofuscou-se,
A chave da porta trancou-se,
O gancho do anzol pescou-se.

Não se limite,
não se disfarce,
não se iludas,
não se confundas.
A gema é inerente à clara.
A essência do sol é o brilho.
Porta sem chave é muro
e
Anzol sem gancho é minhoca.