O vento chora em vão lamento
e perco tempo em pensamento,
do que se foi sem sofrimento,
por fogo e aquecimento,
por dó que não me aguento.
Por terra de cimento.
Por volta do momento
a dor, a lágrima, a água, o incremento .
Agora eu fui o que eu não sou.
Ontem eu era o que serei.
Amanhã eu sou o que eu seria.
E então se continua o movimento
da chance de correr atrás do vento
e romper o entopimento
das veias,
do choro,
e grilhões das cadeias,
das guerras de quinhentos,
dos outros em olhos, muros e fomentos.
Quando me paro, me enxergo em mar sedento
e percebo que sou sentuido e faz sentido em elementos.
Respiro, vejo, sinto, escuto e degusto
FOGO,AR, ÁGUA E TERRA e nesse último é que se finda o
esquecimento.
Dele eu vim, para ele voltarei.
Seputamento.
Thalyta Jubé, você é um encanto e consegue me surpreender a cada texto!
ResponderExcluirEu que não sou especialista sinto que esse seu talento, rimas, trocadilhos, brincadeiras semânticas são muito geniais! O mundo precisa conhecer o que você escreve. Mexe com a gente, lá no fundo. É divertido.
Resumindo: Bravo!
Amei! Amo! Amarei este espacinho onde tenho a oportunidade de ler um pouco dessa imensidão que é o fantástico mundo de Thalyta! :)
Nossa, que lindo... Passeando pelos blogs acabei me deparando por aqui... E a imagem logo do cabeçalho me chamou atenção, assim como o nome do blog... E adorei Esperanza Spalding, uma expressão linda.
ResponderExcluirE o que escreveu é muito lindo, é profundo. Gostei.
Seguindo pra acompanhar as notas dessas melodias.
Abraços.