domingo, 9 de janeiro de 2011

35Kg de perfeição.

Carrego o peso do perfeito.
Carrego a máquina sem defeito.
E onde me colocaram se não foi aqui, para aprender a viver errando?

Não aceitar o meu preto no branco
o meu erro no ganho 
é desconsiderar o que sou de natureza antiga.
Assim sou.
Mas não preciso me conformar com isso, daí assopro o muro, 
achando que vou movê-lo.
Daí, chego perto do alvo, porém não me conformando com o quase.

Ninguém me critica tanto como a minha prória mente.
Ninguém me reprime tanto quanto minhas próprias indagações.
E é num chover de gelo que me corto e desanimo minhas forças, me derretendo.
Luto contra. Tem hora que sou razão.
Permaneço. 
Porém, outrora sou emoção.
Enfraqueço.
E cada vez mais me confundo com 35 Kg de coisas que nem fazem parte parte de mim,
por fim, permito que isso me engorde.
Tento não me deixar levar. Peço forças, mas minha fé temeu o medo. 
E as sombras de tudo, 
daquilo que consiste o mundo, 
as pessoas, seus sentimentos, 
eu mesma de agudos argumentos 
me fazem gotejar em pingos frios. 
Corro para o Bem, mas não consigo enxergar, está nublado.
Espero não esperar mais.
Preciso da paz de volta.
Ninguém a tirou de mim. Ela está aqui, só não consigo achá-la no meio de tanta bagunça.

Espero que quem me ame, me ame mais forte.
Seja quem for.
Mais forte.

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O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade.Provérbios 15:33