segunda-feira, 21 de março de 2011

Sem som. Só neurônios!

Ultimamente tenho escrito meus pensamentos pela metade.
É que estou aprenciando mais as palavras, aprendendo a manuseá-las...
Saber usar as palavras é para poucos.
Tem-se o tempo de falar.
E ainda dentro desse tempo existe a escolha das palavras certas,
E além do tempo certo de se falar, além da escolha das palavras, esses poucos ainda se submetem
a uma altoanálise a fim de meditarem como deverão ser faladas as palavras escolhidas.
Ou seja, no sentido de dar notas musicais às palavras, percebo que isso é mais difícil que tocar um clarinete, que beijar um beija-flor,
que enviar ao papa um ramalhete,
que desenhar numa folha sua dor.

Falar sabiamente como canta o sabiá
é sentir que a sabedoria das sílabas vazias não se faz
sóbria na boca de quem dinamiza a língua sem se atentar ao semáforo do tempo.

Cabe aos falantes da vida minguarem seus sentidos, poupando assim o auditivo dos outros e suas respectivas almas, porque " A morte e a vida estão no poder da língua." Provérbios 18:21


F
Fa
Fale menos.

Pense mais!
É tudo questão de tempo,
É só uma fase
um estágio, um momento.

É tudo porção de vento,
É só um disfarçe
um plágio, um sofrimento.


Há tempo para tudo, e vejo como esse tudo se refaz em seu tempo.
É questão de lógica, sem considerar emoções endotérmicas.
Porque assim se constrói  muro anti-medo, anti-lágrima,anti-tudo.
E são nas futuras travessias de rios frios que se perceberá quão útil foi aprender a atravessar geleiras.
E é no vazio de se extirpar dos outros que se nota quão cheio você se torna ao  tentar
preencher o vácuo do próximo..

O tempo ensina, mais que a vida.

sábado, 19 de março de 2011

" Meu eu-meio-quase-lírico exige de mim que eu invente palavras novas, que eu dê significado às velhas, que eu escreva palavras de ódio cultivando o amor, que até ao vento eu dê forma e cor. " Thalyta Jubé