Não quero mais me ter.
Não quero mais me suportar.
Nem me sentir...
Estou perdida dentro de mim,
no fundo.
Ninguém vê.
Sou confusa demais pra mim mesma...
Quem sabe, isso não mude...
Quem sabe não.
E se acabará em silêncio..
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Pá das lavras, algumas na mesa.
Joguei as palavras na mesa, como se jogam bilocas no chão...
E o que vi?
Vi você, vi eu, vi todo mundo.
Vi a palavra mais falante se dizer pelas outras palavras,
vi a palavra mais silenciosa calar as outras num gesto só.
Vi só algumas, foram poucas...
Mas, foram suficientes pra me ressaltar que a aparência não é nada,
que o finjir ainda existe, que o errar é comum de todos, com todos, num todo, por nada.
As palavras na mesa me mostraram que não adianta somente dize-las, mas vivê-las pra que todo esforço valha a pena.
Pra que o errar enfrequeça dentro e fora de mim, de nós.
As palavras da mesa também me revelaram algo que eu já sabia, isto é, não me revelaram nada, mas
foi o suficiente pra que dentro de mim eu não dissesse mais nada.
Porque em meio a tantas palavras, às vezes nenhuma é melhor que poucas. É melhor se calar, não dizer nada.
Porque as poucas podem ser de murmúrio, e se são assim
é melhor que não existam.
As poucas podem revelar os desejos do inconsciente, talvez isso não seja interessante.
Palavras são para poucos, são para aqueles que sabem usá-las.
Palavras estão na boca de todo mundo, soltas, presas ou prontas para serem ditas.
Não obstante prefiro controlá-las, o que pode ser difícil para muitos e ás vezes para mim...
Juntei as palavras da mesa, por fim.
E o que me restou foi meu silêncio, pois o que precisava
ser dito, as palavras já o tinham feito.
E o que vi?
Vi você, vi eu, vi todo mundo.
Vi a palavra mais falante se dizer pelas outras palavras,
vi a palavra mais silenciosa calar as outras num gesto só.
Vi só algumas, foram poucas...
Mas, foram suficientes pra me ressaltar que a aparência não é nada,
que o finjir ainda existe, que o errar é comum de todos, com todos, num todo, por nada.
As palavras na mesa me mostraram que não adianta somente dize-las, mas vivê-las pra que todo esforço valha a pena.
Pra que o errar enfrequeça dentro e fora de mim, de nós.
As palavras da mesa também me revelaram algo que eu já sabia, isto é, não me revelaram nada, mas
foi o suficiente pra que dentro de mim eu não dissesse mais nada.
Porque em meio a tantas palavras, às vezes nenhuma é melhor que poucas. É melhor se calar, não dizer nada.
Porque as poucas podem ser de murmúrio, e se são assim
é melhor que não existam.
As poucas podem revelar os desejos do inconsciente, talvez isso não seja interessante.
Palavras são para poucos, são para aqueles que sabem usá-las.
Palavras estão na boca de todo mundo, soltas, presas ou prontas para serem ditas.
Não obstante prefiro controlá-las, o que pode ser difícil para muitos e ás vezes para mim...
Juntei as palavras da mesa, por fim.
E o que me restou foi meu silêncio, pois o que precisava
ser dito, as palavras já o tinham feito.
sábado, 25 de setembro de 2010
Ci,ci! Ci de garras.
Ânsia por florestas, de florestas, ânsia de ouvir o barulho de folhas secas sendo pisadas.
Que vontade de descobrir o já descoberto, de sentir o odor das árvores, de ver o pôr-do-sol... Vontade de sair dessa rotina de carros, de correria, de computadores, de celulares, de stress em alta agonia.
O mais inesperável é que sem eu esperar vivi alguns minutos dessa paz de calmidão, do verde das folhas me protegendo do amarelo-fogo do sol.
E pra completar minha alegria, num milésimo de segundo, eu escuto as árvores chacoalharem de tantas cócegas, de uma vez só.
Eu tinha esquecido da existência delas... Fazia muito tempo que eu não as ouvia, as estupendas cigarras.
Eu dei dois passos e por trás de mim começaram a cantar do que jeito que só elas sabem me encantar. Queria ter visto elas de perto, mas sempre se escondem dos olhos vivos.
Cigarras sem maestro, independentes e afinadas!
Dá até uma inveja musical!
Seria legal se eu pudesse cantar junto a elas, como elas.
Um pato, um lago, o vento e o relógio. É, são dez pra sete e minha aula vai começar.
Pelo menos volto pra rotina mais tranquila, mais cigarra.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)


